Saúde • 17:35h • 11 de março de 2026
Novo medicamento para epilepsia é aprovado pela Anvisa e amplia acesso a tratamento inovador no Brasil
Eurofarma obtém registro do cenobamato, terapia considerada uma das mais avançadas para controle de crises epilépticas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
A farmacêutica Eurofarma recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercializar no Brasil o cenobamato, medicamento indicado para o tratamento da epilepsia. O produto será disponibilizado no país com o nome XCOPRI e deve chegar ao mercado ainda em 2026.
A aprovação marca a primeira autorização de registro do medicamento no Brasil, ampliando o acesso de pacientes brasileiros a uma terapia considerada uma das mais avançadas para o controle das crises epilépticas, especialmente em casos de difícil tratamento.
Segundo a empresa, o registro representa um avanço estratégico no fortalecimento do portfólio da companhia em medicamentos voltados ao sistema nervoso central. O cenobamato foi desenvolvido em parceria de licenciamento com a farmacêutica sul-coreana SK Biopharmaceuticals e já possui aprovação em outros países da América Latina, como Argentina, Chile, Equador e Peru.
De acordo com João Siffert, vice-presidente de Inovação da Eurofarma, o medicamento pode representar uma nova alternativa para pacientes que não respondem adequadamente aos tratamentos atuais.
Cenobamato: medicamento inovador contra epilepsia é aprovado para uso no Brasil
“O tratamento com cenobamato pode reduzir significativamente as crises epilépticas, inclusive em pacientes com epilepsia farmacorresistente. A aprovação pela Anvisa amplia o acesso a uma terapia inovadora e reforça nosso compromisso com soluções de alto valor clínico”, afirma.
Resultados clínicos
Nos estudos clínicos realizados com pacientes que apresentavam epilepsia focal farmacorresistente, o medicamento demonstrou resultados expressivos. Pacientes que utilizaram 400 mg por dia tiveram redução mediana de 65% na frequência das crises, enquanto a dose de 200 mg por dia apresentou redução de 55,6%.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores é que entre 21% e 28,3% dos pacientes atingiram liberdade total de crises, um resultado raro em terapias farmacológicas para epilepsia. Em comparação, após três linhas de tratamento convencionais, apenas cerca de 4% dos pacientes conseguem alcançar esse nível de controle.
Estudos recentes de acompanhamento em prática clínica também apontam resultados consistentes. Após um ano de tratamento, cerca de 79,6% dos pacientes apresentaram redução superior a 50% nas crises, enquanto 36,6% atingiram ausência completa de episódios.
Desafio de saúde pública
A epilepsia é uma das doenças neurológicas crônicas mais comuns no mundo. No Brasil, estima-se que entre 1% e 2% da população conviva com a condição, o que representa cerca de 2 a 3 milhões de pessoas afetadas direta ou indiretamente pela doença.
Na América Latina e no Caribe, mais de 6 milhões de pessoas vivem com epilepsia ativa, e cerca de 60% dos pacientes não recebem tratamento adequado, muitas vezes devido a diagnóstico tardio, acesso limitado a especialistas ou restrições a terapias mais modernas.
Nesse cenário, a ampliação do acesso a novos medicamentos é considerada fundamental para reduzir a lacuna de tratamento e melhorar a qualidade de vida de pessoas que convivem com crises epilépticas.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos