Saúde • 13:19h • 15 de julho de 2026
Novo remédio contra calvície apresenta resultado promissor, mas médicos pedem cautela
Formulação oral de minoxidil de liberação prolongada apresentou resultados iniciais promissores, porém dados completos ainda não foram publicados e medicamento segue em estudo
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Playpress Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Uma nova formulação oral de minoxidil vem despertando expectativa entre pessoas que enfrentam a calvície. Chamado VDPHL01, o medicamento utiliza um sistema de liberação prolongada da substância no organismo e apresentou resultados iniciais considerados promissores em estudos com homens.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia, Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), porém, recomenda cautela. Os dados disponíveis até o momento são preliminares, foram divulgados pela fabricante e ainda não contam com publicação científica completa revisada por pares.
Estudo aponta aumento de fios em seis meses
Segundo comunicado da Veradermics, empresa responsável pelo desenvolvimento do VDPHL01, o estudo clínico avaliou homens com alopecia androgenética leve a moderada.
Os grupos que receberam o medicamento apresentaram aumento médio de 30,3 a 33 fios por cm² após seis meses de tratamento. A fabricante pretende solicitar a aprovação do medicamento nos Estados Unidos em 2027.
No Brasil, ainda não há prazo para a chegada da nova formulação nem previsão de análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O que muda em relação ao minoxidil atual
O princípio ativo do novo medicamento não é desconhecido. O minoxidil já é utilizado no tratamento da calvície. A diferença do VDPHL01 está na forma como a substância seria liberada no organismo.
“O minoxidil oral utilizado atualmente atinge picos de concentração no sangue logo após a ingestão. A formulação de liberação prolongada reduziria esses picos, fazendo a entrega da medicação de forma mais lenta e constante”, explica a dermatologista Fernanda Lagares Xavier Peres, associada à SBD-RS.
Segundo a médica, a expectativa é manter a eficácia com menor risco de efeitos colaterais, mas essa possibilidade ainda precisa ser confirmada por dados completos e estudos de longo prazo.
Medicamento ainda não representa cura para a calvície
No Brasil, o minoxidil oral em baixas doses já pode ser utilizado de forma off-label, fora das indicações originalmente previstas em bula, mediante avaliação médica. Ainda não existe, porém, comparação direta publicada entre esse tratamento e a nova formulação de liberação prolongada.
A SBD-RS também reforça que a alopecia androgenética é uma condição crônica e progressiva. Os tratamentos disponíveis podem ajudar no controle da queda enquanto são utilizados, mas não representam uma cura definitiva.
A escolha do tratamento deve considerar fatores como idade, intensidade da queda de cabelo, histórico de saúde e possíveis causas associadas. Em casos de aumento da queda ou suspeita de calvície, a recomendação é buscar avaliação de um médico dermatologista.
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