Gastronomia & Turismo • 17:15h • 03 de outubro de 2026
O inglês você já conhece, mas e os costumes? 5 hábitos que surpreendem turistas brasileiros
Gorjetas, pontualidade, formas de tratamento e até tirar os sapatos antes de entrar em casa estão entre hábitos que mudam de um destino para outro
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Falar inglês pode resolver boa parte da comunicação durante uma viagem internacional, mas conhecer o idioma não significa necessariamente conhecer os costumes de quem vive no destino. Estados Unidos, Austrália, Canadá e Reino Unido compartilham a língua inglesa, mas apresentam diferenças de comportamento que podem surpreender brasileiros, desde a importância da gorjeta até a maneira de tratar outras pessoas, chegar a compromissos ou entrar na casa de alguém.
São códigos sociais que aparecem em situações corriqueiras e nem sempre estão escritos em placas ou guias turísticos. Observar como moradores se comportam e conhecer previamente alguns desses hábitos pode ajudar o viajante a interpretar melhor o ambiente e evitar situações desconfortáveis.
“Aprender uma língua é também entender como as pessoas que a falam se relacionam, se comunicam e vivem. Pequenos hábitos podem fazer diferença na experiência de quem está viajando, principalmente quando o visitante sabe o que esperar e consegue se adaptar ao contexto”, explica Leiza Oliveira, CEO da Minds Idiomas.
A especialista destaca cinco situações que exemplificam como os costumes podem variar até mesmo entre países que têm o inglês como idioma predominante.
1. Nos Estados Unidos, observe como as pessoas preferem ser chamadas
Em escolas e universidades norte-americanas, é comum que estudantes se dirijam aos professores pelo sobrenome, acompanhado de formas de tratamento como “Mr.”, “Ms.” ou “Mrs.”. Fora desses ambientes, porém, o primeiro nome aparece com frequência em relações sociais e profissionais e pode indicar uma interação mais informal.
Para o brasileiro, que pode encontrar diferentes graus de formalidade ao longo da viagem, uma saída é observar como a própria pessoa se apresenta e como os demais se dirigem a ela antes de escolher a forma de tratamento.
2. Nos Estados Unidos, a gorjeta tem um peso maior
A gorjeta está incorporada a diferentes situações de atendimento nos Estados Unidos, especialmente em restaurantes, bares e outros serviços. A dinâmica é diferente daquela encontrada no Brasil, onde a taxa de serviço costuma aparecer de maneira mais padronizada.
Isso faz com que o viajante precise prestar atenção ao funcionamento do estabelecimento e às expectativas locais. Segundo Leiza, são justamente essas “regras não escritas” que podem provocar dúvidas entre turistas que chegam ao país sem conhecer determinados costumes.
3. Na Austrália, a lógica da gorjeta muda
Cruzar o Pacífico significa encontrar outro comportamento, mesmo continuando em um país de língua inglesa. Na Austrália, deixar um valor adicional pelo atendimento não tem o mesmo caráter esperado descrito para os Estados Unidos.
Em geral, a decisão fica a critério do cliente, especialmente quando considera que recebeu um bom atendimento. A diferença mostra por que nem todo costume aprendido em um país deve ser automaticamente reproduzido em outro apenas porque ambos compartilham o mesmo idioma.
4. No Canadá, os sapatos podem ficar na porta
Quem for recebido na casa de um canadense poderá encontrar outro hábito pouco usual para muitos brasileiros. É comum que moradores retirem os sapatos antes de entrar, principalmente durante os meses mais frios, quando neve, chuva e sujeira podem ser carregadas para o interior das residências.
O comportamento pode variar conforme a família e a região. Por isso, observar o que os anfitriões fazem ao chegar é uma maneira simples de entender qual é o costume daquela casa.
5. No Reino Unido, chegar no horário demonstra consideração
A pontualidade merece atenção em viagens ao Reino Unido. Chegar no horário combinado é uma expectativa em diferentes situações, incluindo compromissos, encontros, reservas e passeios.
Para o turista, chegar alguns minutos antes pode ainda evitar consequências bastante concretas, como perder um transporte, uma atração com entrada marcada ou uma reserva.
“Quando conhecemos previamente essas expectativas, fica mais fácil adaptar o nosso comportamento sem perder a naturalidade. É uma questão de observar o contexto e entender como determinadas atitudes são interpretadas naquele lugar”, explica Leiza.
Mais do que decorar regras, conhecer essas diferenças ajuda a perceber que falar a mesma língua não significa compartilhar exatamente os mesmos costumes. Estados Unidos, Austrália, Canadá e Reino Unido mostram como hábitos cotidianos também fazem parte da experiência cultural de uma viagem.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Educação
Assis tem 116 vagas em cursos gratuitos de logística, empilhadeira e informática; inscrições até domingo
Oportunidades fazem parte do Qualifica SP, que reúne 286 vagas presenciais na região; candidatos têm até 4 de outubro para se inscrever