• Um ano e meio depois, revitalização do Mercado Municipal de Assis continua sem projeto e prazo
  • Pastor Edinho cobra aplicação de lei de Alexandre Cachorrão sobre prevenção da violência sexual infantil
  • Defesa Civil coloca todo o estado de São Paulo em alerta laranja para temporais neste domingo
Novidades e destaques Novidades e destaques

Responsabilidade Social • 16:10h • 29 de março de 2025

O papel essencial dos farmacêuticos no combate à violência doméstica

Formação de farmacêuticos no Brasil: como o estudo da Austrália pode contribuir para o combate à violência doméstica

Da Redação | Com informações da Universidade de Monash | Foto: Divulgação

A importância de integrar a educação sobre violência doméstica no currículo de farmácia para capacitar os profissionais a identificarem e apoiarem vítimas
A importância de integrar a educação sobre violência doméstica no currículo de farmácia para capacitar os profissionais a identificarem e apoiarem vítimas

A violência doméstica (DV) é um problema global, que afeta milhões de pessoas independentemente de sua idade, sexo, raça ou status socioeconômico. Um estudo recente da Universidade de Monash revelou que os farmacêuticos, que são os prestadores de cuidados de saúde mais acessíveis nas comunidades, estão em uma posição única para identificar sinais de violência doméstica e fornecer apoio às vítimas. No entanto, apesar de sua proximidade com as pessoas afetadas por essa questão, muitos farmacêuticos carecem de treinamento específico para lidar com essas situações delicadas.

A pesquisa, realizada pela Faculdade de Farmácia e Ciências Farmacêuticas da Monash, abordou a importância de integrar a educação sobre violência doméstica no currículo de farmácia. Ao entrevistar educadores de farmácia, os pesquisadores identificaram desafios significativos, como a falta de confiança e o treinamento insuficiente dos profissionais para lidar com a violência doméstica. Além disso, surgiram preocupações éticas e legais sobre o papel dos farmacêuticos ao tratar desse tema.

A importância de capacitar farmacêuticos

Os farmacêuticos são frequentemente os primeiros profissionais de saúde que as vítimas de violência doméstica procuram devido à sua acessibilidade e confiança. No entanto, a falta de conhecimento específico sobre como lidar com a violência doméstica impede muitos profissionais de identificar sinais e fornecer o apoio necessário. Para melhorar essa situação, os entrevistados sugeriram que os alunos de farmácia sejam treinados para reconhecer sinais de violência, saber como encaminhar as vítimas e buscar orientação de profissionais especializados, como assistentes sociais e psicólogos, que podem oferecer suporte adequado.

Os principais autores do estudo, Dr. Harjit Khera e Dr. Suzanne Caliph, destacaram que a integração da educação sobre violência doméstica é mais crucial do que nunca, dado o aumento global dos casos de violência doméstica e seu impacto em outros problemas de saúde, como abuso de substâncias e doenças crônicas. “Os farmacêuticos comunitários têm o potencial de desempenhar um papel significativo na identificação de sinais de violência doméstica, oferecendo suporte e conectando pacientes com os serviços necessários”, afirmou Caliph, coautora e farmacêutica comunitária.

Desafios na implementação e a importância da parceria com especialistas

Apesar do reconhecimento da importância desse treinamento, o estudo revelou que muitos farmacêuticos ainda se sentem desconfortáveis ou mal preparados para lidar com casos de violência doméstica. O Dr. Khera, coautor e professor sênior, sugeriu que a colaboração com especialistas em violência doméstica, como assistentes sociais ou organizações de defesa, pode ser uma forma eficaz de melhorar o treinamento e fornecer uma abordagem mais robusta e integrada.

Além disso, ele defende que, ao integrar profissionais especializados em violência doméstica no processo de educação, os estudantes de farmácia poderiam aprender não apenas teorias, mas também práticas reais de como lidar com essa questão delicada, proporcionando um impacto mais significativo na capacitação dos futuros farmacêuticos.

A necessidade de mais pesquisas

Os autores do estudo enfatizam que, para garantir que os farmacêuticos desempenhem um papel efetivo no apoio às vítimas de violência doméstica, mais pesquisas devem ser feitas para explorar as perspectivas de estudantes de farmácia e dos próprios profissionais da área. A implementação da educação sobre violência doméstica deve ser acompanhada de avaliações a longo prazo sobre como essa formação impacta a prática dos farmacêuticos e os resultados para as vítimas de violência.

“É preciso garantir que a formação em violência doméstica não seja apenas uma parte do currículo acadêmico, mas sim uma competência essencial que os farmacêuticos devem possuir para melhor apoiar as populações vulneráveis”, afirmou Khera. Leia o estudo completo aqui.

Desafios na implementação no Brasil

Apesar do modelo desenvolvido na Monash ser promissor, sua implementação no Brasil enfrenta desafios. O país possui uma diversidade socioeconômica significativa e diferentes realidades nas zonas urbanas e rurais, o que pode dificultar a implementação uniforme dessa educação em farmácias. No entanto, com o apoio de organizações de saúde e políticas públicas voltadas para a saúde mental e o enfrentamento da violência, pode ser possível adaptar o modelo australiano para a realidade do Brasil de forma eficaz.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Variedades • 14:30h • 24 de outubro de 2026

Coluna | Provar de novo, e de novo, e de novo

Mesmo ocupando cargos de liderança e conquistando reconhecimento profissional, mulheres ainda enfrentam questionamentos sobre sua capacidade e cobranças que ultrapassam o ambiente de trabalho

Descrição da imagem

Cidades • 13:17h • 24 de outubro de 2026

Um ano e meio depois, revitalização do Mercado Municipal de Assis continua sem projeto e prazo

Um ano e meio após reportagem do Âncora1 sobre os problemas do espaço, Executivo informa que prepara ações, mas não apresenta projeto ou cronograma de obras

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 12:29h • 24 de outubro de 2026

Você provaria? Cinco comidas típicas do Pará que surpreendem quem não conhece a Amazônia

Da maniçoba, que exige dias de preparo, ao tacacá, que provoca formigamento na boca, a culinária paraense reúne ingredientes e tradições ainda pouco conhecidos por muitos brasileiros

Descrição da imagem

Economia • 11:26h • 24 de outubro de 2026

Prefeitura de Assis gasta mais de R$ 67 mil por mês com aluguel de imóveis, aponta levantamento

Resposta ao vereador Fernando Kiko apresenta 22 contratos de locação para funcionamento de serviços municipais, incluindo unidades de saúde, educação e assistência social

Descrição da imagem

Educação • 10:49h • 24 de outubro de 2026

Governo de SP abre inscrições para evento gratuito sobre inteligência artificial e acessibilidade

Webinar será realizado em 18 de novembro, com especialistas em tecnologia assistiva, inclusão e Libras; participantes terão direito a certificado

Descrição da imagem

Esporte • 10:16h • 24 de outubro de 2026

Fim das bets no Brasil coloca Lei de Incentivo ao Esporte no centro das discussões sobre financiamento

Proibição das apostas esportivas e dos patrocínios ligados ao setor aumenta a atenção sobre incentivos fiscais e alternativas de captação de recursos para clubes, atletas e projetos esportivos

Descrição da imagem

Educação • 09:54h • 24 de outubro de 2026

FEMA reúne projetos de todos os cursos em seminário sobre ensino e extensão em Assis

Seminário reuniu trabalhos de extensão desenvolvidos pelos cursos da instituição e destacou a aplicação do conhecimento acadêmico em demandas da sociedade

Descrição da imagem

Saúde • 09:12h • 24 de outubro de 2026

Crianças de 10 a 14 anos concentram 41% das internações por diabetes tipo 1 em SP

Sede excessiva, emagrecimento e cansaço podem indicar diabetes tipo 1 em crianças; hospitalizações passaram de 1.348 para 1.980 em quatro anos

As mais lidas do mês

Política

Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar

Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos