Ciência e Tecnologia • 13:59h • 05 de abril de 2026
O que a missão Artemis II pode revelar sobre a origem da Lua e do Sistema Solar nesta segunda-feira
Missão da NASA prevista para esta segunda-feira (6) deve revelar detalhes inéditos da superfície lunar e ampliar o conhecimento científico sobre crateras e formação do satélite
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da NASA/Nature | Foto: Divulgação/NASA
A missão Artemis II, da NASA, deve marcar nesta segunda-feira, 6 de abril, um novo capítulo na exploração espacial com o sobrevoo tripulado pelo lado mais distante da Lua, algo que não ocorre desde 1972. Durante cerca de seis horas, os astronautas a bordo da espaçonave Orion irão observar características geológicas do satélite natural da Terra, em uma etapa considerada estratégica para futuras missões lunares.
Segundo informações divulgadas pela NASA e analisadas por cientistas em entrevista à revista Nature, o lado oculto da Lua apresenta diferenças marcantes em relação à face visível da Terra. A região possui crosta mais espessa, maior concentração de crateras e ausência dos grandes mares de lava que caracterizam o lado próximo.
Apesar da expectativa científica, apenas cerca de 20% da superfície do lado distante estará iluminada no momento do sobrevoo, devido à posição relativa entre Lua e Sol. Ainda assim, áreas consideradas relevantes estarão visíveis e devem concentrar a atenção da equipe.
Entre os principais alvos está a bacia de impacto Orientale, uma estrutura com cerca de 930 quilômetros de diâmetro, formada há aproximadamente 4 bilhões de anos durante um período intenso de colisões no Sistema Solar. A formação é utilizada como referência para o estudo de crateras em outros corpos celestes, devido à sua complexidade e preservação.
Além dela, outras crateras também devem ser observadas, como Ohm e Pierazzo, que apresentam características geológicas específicas e ajudam a compreender os processos de impacto e formação da superfície lunar. A observação direta por astronautas pode acrescentar uma nova camada de interpretação em relação aos dados já coletados por sondas não tripuladas.
Outro foco da missão será a análise visual das variações de cor, brilho e relevo da Lua conforme a incidência da luz solar muda ao longo do sobrevoo. Esse tipo de percepção humana é considerado complementar às imagens de alta resolução já obtidas por equipamentos orbitais.
A Artemis II foi lançada no dia 1º de abril, partindo da Flórida, e representa a retomada das missões tripuladas à Lua dentro do programa Artemis, que prevê o retorno de astronautas à superfície lunar nos próximos anos.
A expectativa é que os dados coletados nesta etapa contribuam para o planejamento das próximas missões, ampliando o entendimento sobre a formação da Lua e as condições para exploração humana em longo prazo.
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