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Ciência e Tecnologia • 15:44h • 05 de novembro de 2025

O que acontece no cérebro quando recebemos um feedback, segundo a neurociência

Especialista em desenvolvimento de líderes explica como compreender os mecanismos cerebrais envolvidos no feedback pode transformar o aprendizado e a cultura das organizações

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Key Press | Foto: Divulgação

Neurociência explica por que o feedback pode impulsionar (ou travar) o desenvolvimento
Neurociência explica por que o feedback pode impulsionar (ou travar) o desenvolvimento

No ambiente corporativo, o feedback deixou de ser uma prática pontual para se tornar parte essencial das estratégias de desenvolvimento humano. Mesmo assim, muitas pessoas ainda reagem de forma defensiva ou ansiosa diante de uma avaliação.

A engenheira e neurocientista Carol Garrafa, CEO da Santé e especialista em desenvolvimento de líderes, explica que a chave para mudar essa dinâmica está na neurociência: entender como o cérebro interpreta o retorno é o que permite transformar o feedback em aprendizado e o feedforward em ação construtiva.

O termo feedback surgiu na engenharia, relacionado a sistemas de controle e retroalimentação, e mais tarde foi incorporado à administração. Segundo Peter Drucker, o feedback é um “espelho do desempenho”, que ajuda pessoas a ajustarem rotas e aprimorarem resultados.

“Mais do que um retorno sobre o que foi feito, o feedback é uma oportunidade de aprendizado. Ele ajuda o cérebro a perceber padrões, compreender consequências e ajustar comportamentos”, explica Carol.

Nos últimos anos, o conceito de feedforward, criado por Marshall Goldsmith, tem ganhado espaço como uma evolução do feedback tradicional. O método desloca o foco do passado para o futuro, buscando indicar caminhos de aprimoramento em vez de revisitar erros.

“Enquanto o feedback ajuda a entender o que funcionou ou não, o feedforward convida a mente a projetar o que pode ser feito de forma aprimorada a partir de agora. É uma forma mais construtiva e estimulante de aprender”, destaca Garrafa.

A neurociência por trás do aprendizado

A especialista explica que, ao receber um retorno — positivo ou negativo — o cérebro entra em um processo complexo que envolve emoções, memória e aprendizado. “Quando ouvimos uma crítica, o cérebro aciona estruturas ligadas à defesa, como a amígdala, que interpreta a situação como uma possível ameaça. Isso explica por que muitas pessoas reagem com desconforto ou resistência”, comenta.

Mas é o cerebelo, região ligada à coordenação e ao aprendizado por tentativa e erro, que tem papel fundamental nesse processo. “O cerebelo ajuda a ajustar comportamentos e consolidar novos padrões. Ele compara o resultado esperado com o obtido e, a partir dessa diferença, promove correções. É o mesmo mecanismo usado ao aprender a andar de bicicleta ou tocar um instrumento, e também ao melhorar atitudes e decisões”, afirma.

Segundo Carol Garrafa, quando o feedback ocorre em um ambiente de segurança psicológica, o cérebro interpreta a experiência como aprendizado, não como ameaça. “É nesse momento que ocorre o verdadeiro crescimento”, reforça. “Não existe evolução sem aprendizado e não existe aprendizado sem tentativa e erro.”

Nas empresas: o desafio das lideranças

Compreender essa dinâmica cerebral pode transformar a cultura de avaliação dentro das organizações. “Líderes que entendem como o cérebro reage ao feedback conseguem criar conversas mais produtivas, empáticas e voltadas ao futuro. Isso impacta diretamente a motivação, a inovação e a colaboração entre as equipes”, afirma a neurocientista.

Ela destaca que investir em treinamentos voltados ao feedback inteligente e ao feedforward é uma das formas mais eficazes de fortalecer o aprendizado contínuo e o engajamento. “O cérebro aprende mais quando se sente encorajado do que quando se sente julgado”, conclui Carol. “Quando líderes compreendem isso, deixam de ver o feedback como crítica e passam a enxergá-lo como uma oportunidade de evolução conjunta.”

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