Variedades • 17:42h • 12 de abril de 2026
O que fazer ao encontrar uma taturana ou lagarta? Instituto Butantan orienta
Soro produzido a partir do veneno desses animais contém anticorpos que neutralizam as toxinas e impedem o avanço do envenenamento, que pode ser fatal
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
Encontrar uma árvore cheia de lagartas pode parecer apenas algo curioso, mas pode representar risco à saúde. Espécies do gênero Lonomia, conhecidas como taturanas, liberam veneno ao entrar em contato com a pele e, em casos mais graves, podem causar até a morte.
De acordo com o Instituto Butantan, os primeiros sinais de contato incluem dor com sensação de queimadura, vermelhidão e, em alguns casos, inchaço leve ou bolhas. Horas depois, podem surgir sintomas como dor de cabeça, náusea e mal-estar. Nos casos mais graves, o veneno interfere na coagulação do sangue, provocando hemorragias, como sangramentos na gengiva e na urina.
O único tratamento específico é o soro antilonômico, produzido pelo próprio Instituto Butantan a partir do veneno das lagartas.
A população pode colaborar com a identificação dessas espécies, mas deve agir com cuidado. Ao encontrar uma taturana, o recomendado é não tocar e acionar o Centro de Zoonoses do município, já que a coleta deve ser feita por equipes capacitadas e com equipamentos adequados.
Essas lagartas passam por um ciclo completo de vida — ovo, larva, pupa e mariposa — o que dificulta sua criação em laboratório. Por isso, o Butantan depende da parceria com prefeituras e órgãos de vigilância para obter os exemplares usados na produção do soro.
Caso não seja possível aguardar uma equipe especializada, a manipulação deve ser feita com extremo cuidado, usando luvas de borracha e pinça longa, evitando contato direto. Os exemplares podem ser encaminhados ao Instituto Butantan, em São Paulo.
As taturanas costumam ter coloração variada, como marrom, branco, preto ou rosado, geralmente com espinhos verdes ou escuros, e são encontradas principalmente em áreas de mata, jardins, pomares e regiões rurais.
O Brasil é um dos poucos países que produzem o soro antilonômico. O Instituto Butantan fabrica cerca de 5 mil doses por ano, distribuídas pelo Ministério da Saúde por meio do SUS. O soro já foi utilizado inclusive em outros países da América do Sul.
A aplicação do antídoto deve ser feita exclusivamente em ambiente hospitalar, com acompanhamento médico. O Instituto reforça que o soro não é vendido diretamente à população.
O Hospital Vital Brazil, localizado dentro do Butantan, funciona 24 horas e é referência no atendimento de acidentes com animais peçonhentos, incluindo lagartas.
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