Variedades • 11:38h • 13 de abril de 2026
O que muda no corpo após os 40 e como a alimentação pode ajudar
Especialista explica por que proteínas e cálcio ganham mais importância com o passar dos anos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Textual Comunicação | Foto: Divulgação
A partir dos 40 anos, o corpo humano passa por transformações naturais que impactam diretamente o metabolismo, a composição corporal e a saúde óssea. Entre as mudanças mais relevantes estão a perda gradual de massa muscular e a redução da densidade mineral dos ossos, fatores que, ao longo do tempo, podem aumentar o risco de fraqueza, quedas e doenças como a osteoporose. Nesse contexto, a alimentação deixa de ser apenas uma questão de rotina e passa a exercer um papel estratégico na manutenção da saúde e da qualidade de vida.
Além das alterações fisiológicas, essa fase da vida costuma vir acompanhada de uma rotina intensa, marcada por responsabilidades profissionais e pessoais, o que muitas vezes influencia diretamente as escolhas alimentares. A busca por praticidade tende a crescer, mas especialistas alertam que esse fator não deve comprometer a qualidade nutricional, especialmente em um momento em que o organismo exige maior atenção com determinados nutrientes essenciais.
De acordo com a nutricionista Lara Natacci, vice-presidente da Associação Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), o envelhecimento exige uma abordagem mais consciente em relação à alimentação, considerando não apenas a quantidade, mas principalmente a qualidade dos nutrientes consumidos ao longo do dia. Segundo ela, proteínas e cálcio passam a ter um papel ainda mais relevante nesse cenário, contribuindo para a manutenção da massa muscular e da saúde óssea, desde que inseridos dentro de uma dieta equilibrada e variada.
Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2017–2018), do IBGE, indicam que mais da metade da população brasileira apresenta ingestão inadequada de cálcio, o que reforça a necessidade de atenção a esse nutriente. No caso das proteínas, o desafio está não apenas na quantidade consumida, mas também na qualidade das fontes e na distribuição ao longo do dia, aspecto que ganha ainda mais importância com o avanço da idade e a necessidade de preservar funções essenciais do organismo.
Entre os alimentos que podem contribuir para esse equilíbrio nutricional, o leite se destaca por reunir proteínas de alto valor biológico, como caseína e whey protein, além de ser uma das principais fontes de cálcio na alimentação. Segundo a especialista, essa combinação faz do alimento uma opção relevante para diferentes momentos do dia, facilitando a ingestão regular de nutrientes importantes sem exigir mudanças complexas na rotina alimentar.
A praticidade também é um fator que ajuda a explicar a presença do leite longa vida na rotina de muitas famílias. O produto passa por um processo térmico que elimina micro-organismos e é embalado de forma asséptica, o que garante conservação sem necessidade de conservantes ou refrigeração antes da abertura. Esse tipo de tecnologia permite manter o valor nutricional do alimento, ao mesmo tempo em que facilita o consumo no dia a dia.
Para Natacci, essa combinação entre valor nutricional e praticidade pode ser determinante para a manutenção de hábitos saudáveis ao longo do tempo, especialmente em uma fase da vida em que a organização da rotina nem sempre permite planejamentos mais complexos. A inclusão regular de alimentos nutritivos e acessíveis contribui para um envelhecimento mais saudável, reforçando a importância de escolhas consistentes e equilibradas ao longo dos anos.
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