Saúde • 16:43h • 13 de julho de 2026
Omeprazol exige uso consciente: medicamento pode trazer riscos quando utilizado sem orientação
Farmacêutico tem papel essencial na orientação e no uso seguro do medicamento
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do CFF | Foto: Arquivo Âncora1
O omeprazol está entre os medicamentos mais utilizados no Brasil para o tratamento de doenças relacionadas ao excesso de ácido no estômago. Integrante da classe dos inibidores da bomba de prótons, ele reduz a produção de ácido gástrico e é indicado para tratar problemas como refluxo gastroesofágico, esofagite, úlceras gástricas e duodenais. O medicamento também faz parte do tratamento contra a bactéria Helicobacter pylori, em associação com antibióticos, além de ser utilizado em pacientes com síndrome de Zollinger-Ellison e na prevenção de úlceras provocadas pelo uso de anti-inflamatórios em pessoas com maior risco.
Embora seja um medicamento seguro e eficaz quando utilizado corretamente, o omeprazol não deve ser usado por tempo prolongado sem acompanhamento profissional. Em muitos casos, pacientes continuam tomando o remédio por conta própria mesmo após o desaparecimento dos sintomas, prática que pode mascarar doenças que exigem investigação, como úlceras e alguns tipos de câncer do aparelho digestivo.
Pesquisas apontam que o uso prolongado dos inibidores da bomba de prótons pode estar relacionado à deficiência de vitamina B12 e magnésio, além de reduzir a absorção de minerais como ferro e cálcio. Também há relatos de maior risco de nefrite intersticial aguda, uma inflamação rara, mas potencialmente grave, nos rins. Estudos observacionais ainda sugerem associação entre o uso contínuo do medicamento e aumento da ocorrência de infecção por Clostridioides difficile, alterações da microbiota intestinal e doença renal crônica, embora essas relações ainda não tenham sido comprovadas como causa direta. Outro efeito possível é a hipersecreção ácida de rebote, que pode ocorrer após a interrupção abrupta do tratamento prolongado, provocando o retorno temporário dos sintomas.
Nesse contexto, o farmacêutico tem papel importante na promoção do uso racional do medicamento. O profissional orienta sobre a forma correta de administração, o tempo adequado de tratamento, possíveis interações medicamentosas e os sinais que indicam a necessidade de avaliação médica. Também ajuda a identificar situações em que a automedicação pode representar riscos, especialmente quando sintomas como azia frequente, dor abdominal ou dificuldade para engolir persistem.
O uso do omeprazol deve sempre seguir orientação de um profissional de saúde. Antes de iniciar, interromper ou prolongar o tratamento, é importante buscar avaliação médica ou farmacêutica para garantir a eficácia da terapia e reduzir o risco de complicações.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos