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Responsabilidade Social • 08:41h • 25 de novembro de 2025

OMS: 840 milhões de mulheres no mundo foram alvo de violência

Em 12 meses, 316 milhões sofreram violência praticada pelo parceiro

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1

A OMS alerta que mulheres vítimas de violência enfrentam gestações indesejadas, maior risco de contrair infecções sexualmente transmissíveis e depressão. “Os serviços de saúde sexual e reprodutiva são um importante ponto de entrada para que as sobreviventes recebam o atendimento de alta qualidade de que precisam”.
A OMS alerta que mulheres vítimas de violência enfrentam gestações indesejadas, maior risco de contrair infecções sexualmente transmissíveis e depressão. “Os serviços de saúde sexual e reprodutiva são um importante ponto de entrada para que as sobreviventes recebam o atendimento de alta qualidade de que precisam”.

Quase um terço das mulheres no mundo – cerca de 840 milhões – já sofreu violência doméstica ou sexual ao longo da vida, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O índice praticamente não mudou desde 2000.

Nos últimos 12 meses, 316 milhões de mulheres com 15 anos ou mais foram vítimas de violência física ou sexual cometida pelo parceiro, o equivalente a 11% dessa população. A OMS alerta que a redução tem sido muito lenta, com queda anual de apenas 0,2% nas últimas duas décadas.

Pela primeira vez, o relatório traz estimativas nacionais e regionais sobre violência sexual praticada por pessoas que não são parceiros íntimos, que já atingiu 263 milhões de mulheres. O número é considerado subnotificado devido ao estigma e ao medo de denúncias.

Para o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a violência contra mulheres é uma das injustiças mais persistentes do mundo e impede que sociedades sejam justas e seguras. Ele afirmou que combater esse tipo de agressão é uma questão de dignidade, igualdade e direitos humanos, lembrando que cada estatística representa uma vida marcada para sempre.

A OMS destaca que mulheres vítimas de violência enfrentam maior risco de gravidez indesejada, depressão e infecções sexualmente transmissíveis. Também reforça que a violência começa cedo: só no último ano, 12,5 milhões de meninas de 15 a 19 anos (16% do total) sofreram violência física ou sexual praticada pelo parceiro.

A violência ocorre em todos os países, mas afeta de forma desproporcional mulheres em nações menos desenvolvidas, em conflito ou vulneráveis às mudanças climáticas. A Oceania, excluindo Austrália e Nova Zelândia, registrou prevalência de 38% de violência por parceiro no último ano, mais que o triplo da média global.

O relatório reconhece avanços na coleta de dados para políticas públicas, mas aponta lacunas importantes, especialmente sobre violência sexual cometida por não parceiros e sobre grupos mais vulneráveis, como mulheres indígenas, migrantes e com deficiência.

Para acelerar o combate à violência, a OMS recomenda que governos:

  • ampliem programas de prevenção baseados em evidências;

  • fortaleçam serviços de saúde, justiça e assistência social;

  • invistam em sistemas de dados que permitam monitorar o problema;

  • garantam leis e políticas que protejam e empoderem mulheres e meninas.


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