Saúde • 14:06h • 04 de maio de 2026
Opas alerta para alta de casos de gripe K no Hemisfério Sul
Variante do Influenza foi predominante no inverno do Hemisfério Norte
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu alerta para o início da temporada de maior circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul, com predominância prevista da gripe causada pela variante K do Influenza H3N2.
Identificada pela primeira vez no ano passado e dominante no inverno do Hemisfério Norte, essa variante foi detectada no Brasil em dezembro de 2025. Embora não seja mais grave, está associada a períodos mais longos de transmissão.
Segundo a Opas, o cenário na América do Sul indica o início gradual do inverno, com baixa atividade de influenza, mas já com sinais de crescimento e predominância do vírus A(H3N2). A entidade alerta que os países devem se preparar para uma temporada potencialmente intensa, com picos de demanda hospitalar em curtos períodos.
No Brasil, a taxa de positividade para influenza ficou abaixo de 5% no primeiro trimestre, mas subiu para 7,4% no fim de março. Há predominância do vírus A(H3N2), com alta circulação, e o subclado K já representa 72% das amostras analisadas.
Além da influenza, preocupa o aumento do vírus sincicial respiratório (VSR), que pode impactar principalmente crianças pequenas e grupos de risco nas próximas semanas.
Diante desse cenário, a Opas recomenda intensificar a vacinação para evitar internações e mortes. A vacina contra a gripe continua eficaz, com proteção de até 75% contra hospitalizações infantis em alguns países. No Brasil, o imunizante é atualizado anualmente e inclui a cepa H3N2.
A campanha nacional de vacinação está em andamento, priorizando crianças menores de 6 anos, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades, profissionais de saúde, indígenas, professores e pessoas privadas de liberdade.
O SUS também oferece vacina contra o VSR para gestantes, protegendo recém-nascidos contra bronquiolite.
Medidas de higiene também são reforçadas, como lavar as mãos e evitar circulação em locais públicos com sintomas. Crianças com sinais respiratórios devem permanecer em casa.
Dados do Boletim Infogripe, da Fiocruz, confirmam o aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por Influenza A e VSR em todo o país. Atualmente, 24 das 27 unidades federativas estão em alerta, risco ou alto risco, e 16 apresentam tendência de crescimento no longo prazo.
Em 2026, o Brasil já registrou mais de 46 mil casos de SRAG, com confirmação viral em 44,3%. Desse total, 26,4% são de Influenza A e 21,5% de VSR. Nas últimas quatro semanas, os casos positivos de influenza A subiram para 31,6%, enquanto os de VSR chegaram a 36,2%.
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