Responsabilidade Social • 08:59h • 10 de junho de 2026
Operação São Paulo Sem Fogo reforça combate a queimadas durante período de estiagem
Entre junho e outubro, Polícia Militar Ambiental intensifica fiscalização, monitoramento e ações preventivas em todo o estado para reduzir incêndios florestais e proteger áreas urbanas e rurais
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
Com a chegada do período mais seco do ano, entre os meses de junho e outubro, a Polícia Militar Ambiental intensificou as ações da Operação São Paulo Sem Fogo em todas as regiões do estado. A iniciativa reúne diferentes órgãos estaduais em um esforço conjunto para prevenir e combater queimadas e incêndios florestais em áreas urbanas e rurais.
Coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a operação integra ações de monitoramento, fiscalização, prevenção e combate ao fogo, especialmente durante os meses em que as condições climáticas aumentam o risco de propagação das chamas.
Fiscalização de focos de incêndio e combate à soltura de balões
Durante a operação, a Polícia Militar Ambiental realiza o atendimento de todos os focos de queimadas e incêndios florestais identificados por imagens de satélite. As equipes também reforçam o patrulhamento preventivo para combater a soltura ilegal de balões, prática considerada crime ambiental e que representa risco elevado para áreas de vegetação, residências, redes elétricas e aeronaves.
Os policiais ambientais atuam diretamente na verificação das ocorrências, buscando identificar as causas dos incêndios, apurar possíveis irregularidades e responsabilizar infratores nas esferas administrativa, civil e criminal.
Orientação e prevenção no campo
Além da fiscalização, a corporação desenvolve ações educativas voltadas a produtores rurais, proprietários de terras e responsáveis por áreas suscetíveis a incêndios.
As orientações incluem medidas obrigatórias de prevenção, como a manutenção de aceiros — faixas de terreno limpas que dificultam a propagação do fogo — e a elaboração de planos de proteção e prevenção contra incêndios.
Tecnologia garante monitoramento em tempo real
O monitoramento dos focos de calor é realizado por meio da integração entre imagens de satélite e o Centro de Operações da Polícia Militar Ambiental (Copom Ambiental), responsável por receber denúncias e coordenar as ocorrências ambientais em todo o estado.
O sistema permite identificar rapidamente novos focos de incêndio, realizar a triagem das informações e direcionar equipes para atendimento com maior agilidade.
Segundo a Polícia Militar Ambiental, a combinação entre tecnologia, fiscalização e ações preventivas tem contribuído para tornar mais eficiente a resposta às ocorrências e reduzir os impactos ambientais causados pelas queimadas.
Redução expressiva das áreas queimadas
As ações desenvolvidas em parceria com produtores rurais, empresas e entidades do setor agropecuário já apresentam resultados significativos.
Dados da corporação apontam redução de 87,5% nas áreas atingidas por queimadas em lavouras de cana-de-açúcar, vegetação nativa e Áreas de Preservação Permanente (APPs) em comparação com o ano anterior.
O mesmo percentual de queda foi registrado no número de autos de infração ambiental aplicados no estado.
Entre as iniciativas que contribuíram para esse resultado estão a implantação de aceiros, a criação de planos de auxílio mútuo para combate a incêndios, a adesão ao Protocolo Etanol Mais Verde e os investimentos em equipamentos e capacitação de equipes.
Operação reúne diversos órgãos estaduais
A Operação São Paulo Sem Fogo é a principal estratégia estadual de prevenção e combate a incêndios em áreas de vegetação próximas a regiões urbanas e rurais.
A iniciativa reúne órgãos como a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Fundação Florestal, Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Secretaria da Saúde e administrações municipais, além de entidades privadas.
As ações são organizadas em quatro frentes principais: prevenção, monitoramento, controle e combate aos incêndios.
Atuação varia conforme o nível de risco
A operação é dividida em três fases — verde, amarela e vermelha — que são acionadas conforme o avanço da estiagem e o aumento do risco de incêndios.
Durante os meses mais secos do ano, as ações são intensificadas para reduzir a ocorrência de queimadas, preservar o meio ambiente, proteger comunidades e minimizar os impactos causados pela fumaça à saúde da população.
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