Saúde • 13:14h • 19 de abril de 2026
Parkinson: neurologistas reforçam importância do diagnóstico precoce e atenção aos primeiros sinais
Especialistas alertam que sintomas podem surgir de forma gradual, geralmente após os 60 anos, e incluem tremores, rigidez e lentidão dos movimentos
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
Neurologistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), em São Paulo, destacam a importância do diagnóstico precoce da doença de Parkinson e da atenção aos primeiros sinais. Trata-se de uma condição neurológica crônica, degenerativa e progressiva que afeta o sistema nervoso central.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 8,5 milhões de pessoas convivem com a doença no mundo. Os sintomas mais característicos incluem lentidão dos movimentos (bradicinesia), rigidez muscular e tremores, que costumam aparecer a partir dos 60 anos.
Segundo a diretora do Serviço de Neurologia Clínica do Iamspe, Sonia Maria Cesar de Azevedo Silva, nem sempre os três sintomas aparecem ao mesmo tempo. A presença de dois deles já pode indicar suspeita. Em muitos casos, os sinais começam de forma assimétrica, afetando um lado do corpo, como um braço com dificuldade para realizar tarefas cotidianas.
Além dos sintomas motores, o Parkinson também pode se manifestar por sinais não motores, como perda do olfato, distúrbios do sono, constipação intestinal e sintomas depressivos. Esses indícios, muitas vezes sutis, são fundamentais para a avaliação clínica, principal base para o diagnóstico. Exames como a ressonância magnética podem ser utilizados para descartar outras doenças com sintomas semelhantes.
Embora esteja mais associado ao envelhecimento, o Parkinson também pode ocorrer, de forma mais rara, em pessoas mais jovens. Como os sintomas evoluem lentamente, o reconhecimento precoce pode ser desafiador. Outro ponto destacado é que o tremor, apesar de conhecido, não está presente em todos os pacientes.
O tratamento combina o uso de medicamentos e reabilitação física, com foco no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Entre as opções estão fármacos considerados padrão-ouro, como os à base de levodopa associada à benserazida, além de terapias que prolongam a ação da dopamina no organismo.
Em casos específicos, também podem ser indicadas abordagens como a estimulação cerebral profunda, que utiliza impulsos elétricos para regular áreas do cérebro afetadas, e o uso de ultrassom focado. Apesar dos avanços, ainda não há cura, e as terapias disponíveis não interrompem a progressão da doença.
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