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Economia • 07:28h • 09 de junho de 2026

Passou no vestibular? Agora começa a corrida por moradia estudantil em novas cidades

Resultados de processos seletivos do segundo semestre aceleram busca por habitação próxima às universidades e colocam planejamento da mudança entre as principais preocupações dos aprovados

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação

Mudar de cidade para estudar exige planejamento e aumenta busca por habitação universitária
Mudar de cidade para estudar exige planejamento e aumenta busca por habitação universitária

A divulgação dos resultados dos vestibulares de meio de ano marca o início de uma nova fase para milhares de estudantes brasileiros. Para muitos deles, porém, a aprovação representa apenas parte do desafio. Com o início das aulas previsto para julho e agosto, cresce também a corrida por moradia estudantil, especialmente entre jovens que precisarão deixar suas cidades de origem para cursar o ensino superior.

A Uliving, empresa especializada em student housing, projeta um aumento de 10% na procura por moradias estudantis entre junho e julho, período que concentra a divulgação dos resultados de vestibulares e processos seletivos do segundo semestre. O movimento acompanha uma tendência de crescimento do setor no país. Segundo a consultoria Grand View Research, o mercado brasileiro de moradia estudantil deverá movimentar US$ 244,4 milhões até 2030, com crescimento médio anual de 3,5%.

Por trás desses números está uma realidade conhecida por muitas famílias: além da comemoração pela aprovação, surge a necessidade de organizar em poucas semanas questões relacionadas à moradia, transporte, custos, rotina e adaptação a uma nova cidade.

Aprovação é apenas o começo da mudança

Para quem conquista uma vaga longe de casa, a escolha de onde morar costuma se tornar uma das decisões mais importantes antes mesmo do primeiro dia de aula. Segurança, proximidade da universidade, acesso ao transporte público e estrutura do local aparecem entre as principais preocupações dos estudantes e de seus familiares.

Segundo Ewerton Camarano, CEO da Uliving, os ingressantes do segundo semestre normalmente enfrentam um prazo mais curto para se organizar. "Os ingressantes do segundo semestre normalmente têm menos tempo para se planejar e acabam priorizando soluções prontas para morar, que reduzam a complexidade da mudança e facilitem a adaptação inicial", afirma.

A situação é vivida por milhares de jovens em todo o país. Um dos exemplos citados pela empresa é o de Wesley Batista, de Salvador (BA), aprovado em primeiro lugar em Medicina na Universidade de São Paulo (USP). Com a conquista da vaga, veio também a necessidade de reorganizar completamente a rotina para iniciar a vida acadêmica na capital paulista.

Moradia influencia adaptação e desempenho

Especialistas apontam que a experiência universitária começa muito antes da sala de aula. A forma como o estudante enfrenta os primeiros meses longe da família pode impactar diretamente sua adaptação emocional, social e acadêmica.

Nesse contexto, a busca por moradias estudantis deixou de ser apenas uma questão de hospedagem e passou a integrar a própria experiência universitária. Além da infraestrutura, muitos estudantes procuram ambientes que ofereçam praticidade, convivência e uma rede de apoio para enfrentar os desafios da nova rotina.

Entre os principais cuidados recomendados para quem vai mudar de cidade estão pesquisar opções de moradia próximas à universidade, planejar os custos da mudança, conhecer os serviços disponíveis na região, organizar a rotina antes do início das aulas e avaliar aspectos relacionados à segurança e qualidade de vida.

"O impacto da mudança vai muito além da logística. O estudante precisa lidar ao mesmo tempo com expectativas acadêmicas, adaptação emocional e construção de autonomia. Um ambiente estruturado e acolhedor pode fazer diferença importante nesse processo", explica Camarano.

Fenômeno também faz parte da realidade de cidades universitárias

Embora os grandes centros concentrem parte significativa dessa movimentação, o fenômeno também pode ser observado em municípios que recebem estudantes de diferentes regiões para cursos superiores presenciais.

Em cidades universitárias, a divulgação dos resultados dos vestibulares costuma provocar um aumento imediato na procura por imóveis, repúblicas estudantis e residências compartilhadas. Para muitas famílias, o desafio passa a ser encontrar uma opção que combine localização, segurança e custo compatível com o orçamento disponível.

Nesse cenário, a moradia passa a ser vista não apenas como um lugar para dormir, mas como um dos elementos que contribuem para a construção da autonomia, da convivência social e da adaptação à vida universitária.

Para os estudantes que estão recebendo os resultados dos vestibulares de meio de ano, a recomendação dos especialistas é iniciar o planejamento o quanto antes. Afinal, a aprovação abre as portas para a graduação, mas a mudança de cidade traz uma série de decisões que podem influenciar toda a experiência acadêmica nos próximos anos.

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