Saúde • 15:16h • 11 de julho de 2026
Perder fôlego ao subir escada pode ser sinal de insuficiência cardíaca
Dia nacional de alerta contra a doença foi lembrado na quinta-feira
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
A insuficiência cardíaca afeta cerca de 1,7 milhão de brasileiros e pode apresentar sintomas frequentemente confundidos com sinais de envelhecimento ou falta de condicionamento físico. No Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, lembrado na quinta-feira (09), a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico.
Entre os principais sinais da doença estão falta de ar durante esforços, cansaço excessivo, fadiga muscular e retenção de líquidos. Segundo especialistas, a dificuldade para realizar atividades simples, como subir escadas, pode indicar que o coração não está funcionando adequadamente e merece avaliação médica.
A insuficiência cardíaca costuma ser consequência de outras doenças que comprometem o funcionamento do coração, como infarto, problemas nas válvulas cardíacas, hipertensão arterial, diabetes e doença de Chagas. Com a progressão desses quadros, o órgão perde a capacidade de bombear sangue de forma eficiente para o restante do corpo, favorecendo o surgimento dos sintomas.
A condição é mais comum entre idosos e mulheres e pode representar a primeira manifestação de doenças cardiovasculares graves. Sem tratamento adequado, aumenta o risco de internações frequentes e está associada a elevada mortalidade nos anos seguintes ao diagnóstico.
O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica e pode ser confirmado com exames como radiografia de tórax, ecocardiograma, exames de sangue e outros testes que avaliam o funcionamento do coração.
Embora não tenha cura, a insuficiência cardíaca pode ser controlada com medicamentos, muitos deles disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Especialistas alertam que interromper o tratamento é uma das principais causas de agravamento da doença. Infecções, arritmias, hipertensão descontrolada, infarto e miocardite também podem provocar descompensação do quadro.
Além do tratamento medicamentoso, a prática de atividade física orientada faz parte da reabilitação dos pacientes. Exercícios realizados de forma gradual ajudam a melhorar a capacidade funcional, reduzir sintomas e contribuir para a recuperação da qualidade de vida.
As recomendações mais recentes para prevenção, diagnóstico e tratamento da insuficiência cardíaca serão reunidas na nova diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia, prevista para ser apresentada em outubro durante o Congresso Brasileiro de Cardiologia.
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