Saúde • 10:27h • 31 de março de 2026
Pesquisa alerta para adolescentes ainda desprotegidos contra o HPV
Vírus pode causar câncer no útero, ânus, pênis, boca e garganta
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente a vacina contra o HPV, considerada uma das principais formas de prevenir diversos tipos de câncer. Para garantir maior eficácia, a imunização deve ser feita ainda na infância ou no início da adolescência — etapa em que muitos jovens ainda não estão protegidos.
Levantamento da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), do IBGE, aponta que apenas 54,9% dos estudantes de 13 a 17 anos afirmam ter sido vacinados contra o HPV, vírus ligado a quase todos os casos de câncer de colo do útero e a outros tumores, como os de ânus, pênis, boca e garganta.
A vacina é indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos e está disponível em unidades de saúde em todo o país. A recomendação se deve ao fato de que a proteção é mais eficaz antes do início da vida sexual, principal forma de transmissão do vírus.
Mesmo assim, 10,4% dos adolescentes não foram vacinados e 34,6% não sabem se receberam a dose. Isso representa cerca de 1,3 milhão de jovens desprotegidos e outros 4,2 milhões em situação de risco.
O estudo também mostra que 30,4% dos estudantes já iniciaram a vida sexual, com média de 13,3 anos entre meninos e 14,3 entre meninas. Em relação a 2019, houve queda de 8 pontos percentuais na cobertura vacinal. Apesar de maior adesão entre meninas (59,5%) do que entre meninos (50,3%), a redução foi mais intensa no público feminino.
A principal razão para a não vacinação é a falta de informação: metade dos adolescentes que não se vacinaram disse não saber que precisava da vacina. Outros fatores incluem recusa dos responsáveis, desconhecimento sobre a finalidade da imunização e dificuldades de acesso aos locais de vacinação.
Diferenças também aparecem entre redes de ensino. Na rede pública, 11% dos alunos não foram vacinados, contra 6,9% na rede privada. Já a resistência dos pais é mais frequente entre estudantes de escolas particulares.
Especialistas destacam que a escola pode ajudar a ampliar a cobertura vacinal, ao facilitar o acesso, informar os alunos e envolver as famílias.
Dados mais recentes do Ministério da Saúde indicam melhora na vacinação, com cobertura de 86% entre meninas e 74,4% entre meninos em 2025. Desde 2024, o esquema vacinal passou a ser feito em dose única.
Para alcançar quem não se vacinou na idade recomendada, foi criada uma estratégia de resgate voltada a jovens de 15 a 19 anos. Mais de 200 mil já foram imunizados, e a campanha segue até junho de 2026, com ações em escolas e unidades de saúde.
Quem precisa conferir a situação vacinal pode consultar as informações pelo aplicativo Meu SUS Digital.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos