Saúde • 11:41h • 28 de fevereiro de 2026
Pesquisa aponta que 68% dos brasileiros pesquisam medicamentos na internet
Crescimento das consultas online amplia acesso, mas acende alerta sobre confiabilidade e risco de automedicação
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Hed Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Cerca de 68% dos brasileiros utilizam a internet, principalmente o Google, para tirar dúvidas sobre medicamentos, tratamentos e efeitos colaterais, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, ICTQ. O dado reforça a consolidação da web como primeira fonte de informação em saúde para grande parte da população.
O movimento acompanha a ampliação do acesso à internet no país e a busca por respostas rápidas antes mesmo de uma consulta presencial. No entanto, especialistas apontam que a facilidade de acesso também traz desafios relacionados à qualidade e à veracidade dos conteúdos encontrados.
Risco de desinformação e automedicação
A principal preocupação envolve a falta de verificação das fontes consultadas. Nem todas as páginas oferecem dados científicos consistentes ou atualizados, o que pode induzir a interpretações equivocadas e até à automedicação.
Estimativas recentes indicam que até 86% da população brasileira já consumiu medicamentos sem orientação médica. Em muitos desses casos, a internet aparece como principal fonte de informação.
Para Michel Melo, gerente de Produtos Digitais da plataforma Sara, a tendência não é necessariamente negativa, desde que o acesso seja direcionado a conteúdos oficiais e regulamentados.
Plataforma reúne bulas oficiais
A plataforma Sara, vinculada ao grupo NC, oferece acesso gratuito a bulas eletrônicas em conformidade com a RDC nº 885/2024 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A proposta é disponibilizar informações oficiais, atualizadas e em linguagem acessível.
Segundo especialistas, iniciativas desse tipo podem funcionar como complemento à orientação médica, contribuindo para decisões mais seguras sobre o uso de medicamentos.
O cenário indica que o desafio não está apenas na busca por informação, mas na capacidade de distinguir conteúdos confiáveis em meio ao volume crescente de dados disponíveis online.
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