• Assis apresenta 8 ciclorotas oficiais como opção de lazer, esporte e turismo
  • Assis celebra Festa do Folclore neste sábado na Casa de Taipa
  • IBGE 2025: Assis tem 104,8 mil habitantes e região soma 303 mil; veja os números das cidades vizinhas
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 08:02h • 15 de outubro de 2024

Pesquisa da USP indica que envelhecimento neurológico é maior na América Latina

Método usa dados de ressonância magnética funcional e eletroencefalografia para calcular diferença entre idade cerebral e cronológica, associada a risco de doenças neurodegenerativas

Agência SP | Foto: Governo de SP

Pesquisa usou o método dos “relógios cerebrais” para calcular, com base em dados de eletroencefalograma e ressonância magnética funcional de mais de 5 mil pacientes, a discrepância com a idade cronológica.
Pesquisa usou o método dos “relógios cerebrais” para calcular, com base em dados de eletroencefalograma e ressonância magnética funcional de mais de 5 mil pacientes, a discrepância com a idade cronológica.

Um grupo de 75 pesquisadores de instituições de 15 países identificaram que desigualdades socioeconômicas, poluição e disparidades de saúde estão associados a uma maior idade cerebral, especialmente nas populações da América Latina e Caribe. A pesquisa, que teve a colaboração da USP, usou o método dos “relógios cerebrais” (do inglês, “brain clocks”) para calcular, com base em dados de eletroencefalograma (EEG) e ressonância magnética funcional (RMf) de mais de 5 mil pacientes, a discrepância com a idade cronológica. Os fatores apontados pelo estudo podem levar a um envelhecimento cerebral acelerado e risco aumentado de doenças neurodegenerativas.

Os resultados da pesquisa são apresentados em artigo publicado no site Nature Medicine, no dia 26 de agosto. “Especificamente, o estudo buscou quantificar a lacuna de idade cerebral, medindo as discrepâncias com a idade cronológica dos participantes, a fim de entender melhor a saúde do cérebro”, explica ao Jornal da USP a neuropsicóloga Maira Okada de Oliveira, uma das pesquisadoras que assinam o artigo, da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Foram analisados pacientes na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru, Cuba, China, Estados Unidos, Escócia, França, Grécia Inglaterra, Irlanda, Itália e Turquia.

O estudo analisou a diversidade e as disparidades no envelhecimento cerebral e na demência em populações geograficamente diversas, usando o conceito de “relógios cerebrais”. “Os ‘relógios cerebrais’ servem como indicadores da saúde cerebral e podem refletir os efeitos de vários fatores, incluindo genética, estilo de vida e influências ambientais no envelhecimento”, relata a pesquisadora.

“O trabalho explorou a influência da diversidade, investigando como fatores geográficos, socioeconômicos, sociodemográficos, sexos e neurodegeneração afetam a lacuna de idade cerebral, especialmente em países da América Latina e do Caribe (LAC) em comparação com países de fora da região”, aponta Maira. “Também criou uma arquitetura de ‘deep learning’ que usa interações de alta ordem entre dados de ressonância magnética funcional (RMf) e eletroencefalograma (EEG) para prever lacunas e ser sensível aos impactos da diversidade”.

“Deep learning” é um tipo de aprendizado de máquina que usa algoritmos para processar e interpretar dados em profundidade. “Esse modelo foi desenvolvido para capturar a diversidade e as disparidades no envelhecimento cerebral e na demência em populações geograficamente diversas”, diz a pesquisadora da USP. “O estudo sugere que, ao integrar dados de diferentes regiões e contextos socioeconômicos, é possível criar ferramentas mais inclusivas e acessíveis para avaliar a saúde cerebral”.

Fatores de risco

De acordo com a neuropsicóloga, os pesquisadores identificaram fatores de risco associados ao comprometimento cognitivo leve (CCL), à doença de Alzheimer (DA) e à variante comportamental da demência frontotemporal (vcDFT), contribuindo para a caracterização e identificação da disseminação dos processos das doenças. “Esses objetivos visam não apenas aumentar a compreensão do envelhecimento cerebral, mas também fornecer ferramentas que possam ser utilizadas em contextos clínicos para melhorar a detecção e o manejo de doenças neurocognitivas”.

O estudo analisou 5.306 participantes, dos quais 2.953 passaram por ressonância magnética funcional (RMf) e 2.353 por eletroencefalografia (EEG), incluindo 3.509 pessoas saudáveis, 517 com CCL, 828 com DA e 463 com vcDFT. “A pesquisa verificou várias questões, entre elas a lacuna de idade cerebral, calculando a partir dos dados de RMf e EEG, a discrepância com a idade cronológica dos participantes”, descreve Maira. “A aplicação do modelo indica que os participantes da América Latina e Caribe apresentaram idades cerebrais mais velhas em comparação com os de outras regiões”.

“O estudo sugere que desigualdades socioeconômicas, poluição e disparidades de saúde estavam associados a lacunas de idade cerebral aumentadas, especialmente nas populações LAC”, salienta a neuropsicóloga. “Esses fatores podem contribuir para um envelhecimento cerebral acelerado e maior risco de doenças neurodegenerativas.”

Segundo Maira Okada de Oliveira, os pesquisadores recomendam que futuros trabalhos deveriam incluir mais variáveis, como identidade de gênero, status socioeconômico e estratificação étnica, para enriquecer a compreensão do envelhecimento cerebral em populações diversas. “A pesquisa sugere que, ao integrar dados de diferentes regiões e contextos socioeconômicos, é possível criar ferramentas mais inclusivas e acessíveis para avaliar a saúde cerebral”, afirma. “O uso de EEG, que é portátil e mais acessível em comparação com técnicas de imagem como RMf, facilitaria a implementação do modelo em ambientes clínicos, especialmente em regiões com recursos limitados”.

“No futuro, os modelos de lacunas de idade cerebral poderão ser utilizados para estabelecer protocolos globais para o envelhecimento e os transtornos neurocognitivos, permitindo uma abordagem mais personalizada no tratamento e na prevenção dessas condições”, ressalta a pesquisadora. “Essas estratégias contribuirão para a implementação prática dos ‘relógios cerebrais’ na clínica, melhorando a detecção precoce e o manejo de doenças neurodegenerativas”.

O artigo tem como primeiro autor Sebastian Moguilner, da Universidad Adolfo Ibañez (Chile), além de pesquisadores da Universidad de San Andrés (Argentina) e do Massachusetts General Hospital and Harvard Medical School (Estados Unidos). Na USP, o pesquisador principal foi o neurologista Leonel Takada, médico assistente do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FMUSP). Também participaram Renato Anghinah e Luís Almeida Manfrinati, do Centro de Referência em Distúrbios Cognitivos (Ceredic) do HC.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Saúde • 11:42h • 30 de agosto de 2025

Teste do Olhinho Ampliado detecta doenças graves em bebês logo após o nascimento

Triagem precoce pode identificar doenças graves como catarata congênita e retinoblastoma, mas ainda é pouco realizada no Brasil

Descrição da imagem

Educação • 11:19h • 30 de agosto de 2025

Plataforma Trampolim oferece 4,5 mil vagas em cursos profissionalizantes gratuitos no estado de SP

Deste total, 1.490 vagas são para aulas presenciais em 43 municípios e 3.060 vagas são remotas

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 11:10h • 30 de agosto de 2025

Número Desconhecido: Catfishing na Escola expõe terror digital e alerta para bullying e suicídio

Documentário da Netflix dirigido por Skye Borgman mostra caso real de mensagens anônimas que devastaram adolescentes e uma comunidade escolar nos Estados Unidos

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 10:51h • 30 de agosto de 2025

Cândido Mota recebe neste fim de semana o palco móvel Emcena Brasil com programação cultural gratuita

Atividades acontecem neste sábado e domingo, 30 e 31 de agosto, na Praça João XXIII, com teatro, circo, contação de histórias e vivências artísticas

Descrição da imagem

Mundo • 10:28h • 30 de agosto de 2025

Casa Paulista abre credenciamento para Carta de Crédito Imobiliário

Empresas interessadas devem preencher formulário até 5 de setembro para pleitear o subsídio estadual

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 09:49h • 30 de agosto de 2025

Espetáculo “Desventuras de um Quixote” será apresentado neste sábado em Assis

Montagem da Cia A DitaCuja integra mostra de repertório e acontece gratuitamente em frente ao Galpão Cultural

Descrição da imagem

Saúde • 09:16h • 30 de agosto de 2025

Exposição ao ar livre pode reduzir risco de miopia

Doença atinge 7,6% de crianças e adolescentes brasileiros

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 08:33h • 30 de agosto de 2025

Missas da Festa do Menino da Tábua acontecem neste sábado e domingo em Maracaí

Celebrações acontecem neste sábado e domingo, 30 e 31 de agosto, na Capela São José e na Igreja Matriz, dentro da tradicional romaria

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Como se preparar para o primeiro apagão cibernético de 2025

Especialistas alertam para a necessidade de estratégias robustas para mitigar os impactos de um possível colapso digital

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento

Quanto seria o ingresso se o show de Lady Gaga fosse pago?