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Mundo • 10:26h • 21 de novembro de 2025

Pesquisa indica que maioria deixaria o tráfico com oportunidade de renda

Questionário considerou respostas de quase 4 mil pessoas de 23 estados

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A falta de uma situação econômica mais favorável é também o motivo declarado pelos entrevistados para a entrada no crime.
A falta de uma situação econômica mais favorável é também o motivo declarado pelos entrevistados para a entrada no crime.

Entre as quase 4 mil pessoas envolvidas com o tráfico de drogas entrevistadas pelo Instituto Data Favela, 58% afirmaram que deixariam voluntariamente essa atividade se tivessem uma fonte de renda estável e condições seguras de sustento. Por outro lado, 31% disseram que não abandonariam o crime, mesmo diante de uma oportunidade.

A pesquisa Raio-X da Vida Real, realizada entre 15 de agosto e 20 de setembro de 2025 em favelas de 23 estados, mostrou que 22% dos entrevistados deixariam o tráfico se pudessem abrir o próprio negócio, enquanto 20% apontaram a oferta de emprego com carteira assinada como fator decisivo.

Os resultados variam entre os estados. No Ceará, 44% não sairiam do crime, contra 41% que deixariam essa condição. No Distrito Federal, apenas 7% afirmaram que abandonariam o tráfico, enquanto 77% continuariam. Em Minas Gerais, 40% sairiam e 57% permaneceriam.

Motivos financeiros

A remuneração é o principal motivo para muitos permanecerem no tráfico. Segundo o levantamento, 63% recebem até dois salários mínimos (R$ 3.040), e a renda média mensal nessa atividade é de R$ 3.536. Além disso, 18% disseram que não conseguem guardar dinheiro no fim do mês. Para o diretor técnico do Data Favela, Geraldo Tadeu Monteiro, o retorno financeiro é baixo frente ao alto risco envolvido.

A necessidade econômica também explica a entrada no crime. Muitos buscam complementar renda: 36% disseram ter outra atividade remunerada, como bicos (42%), pequenos empreendimentos (24%), empregos formais (16%), ajuda em negócios de conhecidos (14%) ou participação em projetos sociais (3%).

A pesquisa

Das 5 mil entrevistas presenciais realizadas em áreas de atuação do tráfico, 3.954 foram validadas. O questionário tinha 84 perguntas, e o levantamento tem margem de erro de 1,56 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O Data Favela afirma que este é o maior estudo já feito com pessoas em atividade no tráfico.

Perfil dos entrevistados

  • 79% são homens e 21% mulheres;

  • 74% se declararam negros;

  • 50% têm entre 13 e 26 anos;

  • 80% nasceram e cresceram na mesma favela;

  • 52% têm filhos;

  • 42% não concluíram o ensino fundamental;

  • As principais referências afetivas são mães, avós, tias e companheiras (51%);

  • 84% afirmaram que não deixariam um filho entrar para o crime.

Os resultados mostram um cenário marcado por vulnerabilidade econômica, poucas oportunidades e forte presença de vínculos familiares que influenciam as escolhas e expectativas de vida dessas pessoas.


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