Mundo • 18:35h • 20 de dezembro de 2025
Pesquisa mostra como novas formações familiares estão mudando o Natal no Brasil
Lares menores, vínculos por afinidade e celebrações mais simples redefinem rituais e afetos no fim de ano
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Nova PR | Foto: Arquivo/Âncora1
O Natal dos brasileiros passa por uma transformação silenciosa e profunda, impulsionada pelas mudanças na estrutura das famílias. Pesquisa inédita conduzida pelo C.Lab, laboratório de insights da Nestlé ligado à área de Consumer & Marketing Insights, revela que lares menores, arranjos familiares mais plurais e a valorização de vínculos por afinidade estão alterando a forma como a data é celebrada em todo o país.
O estudo ouviu 1.000 brasileiros de todas as regiões, na primeira quinzena de dezembro de 2025, e foi complementado por uma etapa qualitativa conduzida pela Vento, plataforma especializada em pesquisas de comportamento e consumo. O levantamento analisou hábitos, rituais e significados associados ao Natal no Brasil contemporâneo.
Os dados mostram que o modelo de família tradicional deixou de ser dominante. Apenas 29% dos entrevistados se identificam com esse formato, enquanto crescem as famílias pequenas e híbridas, que já representam cerca de 30%, além de núcleos familiares geograficamente dispersos, que somam 10%. Outro movimento relevante é a ampliação do conceito de família, com amigos assumindo papel central nas celebrações, tendência que já aparece em 23% dos lares.
“Os lares brasileiros mudaram, e o jeito de celebrar muda junto. A busca por união permanece, mas agora acontece em formatos mais diversos, menos formais e mais alinhados às novas formas de convivência”, afirma Célia Nishio, diretora de Consumer and Market Insights da Nestlé Brasil.
Famílias menores influenciam o formato das festas
As mudanças observadas pela pesquisa dialogam com transformações estruturais do país. Dados do Censo Demográfico 2022 indicam que a média de moradores por domicílio caiu de 3,3 para 2,79 pessoas, ao mesmo tempo em que aumentam os arranjos monoparentais, famílias estendidas e núcleos formados por afinidades.
Esse cenário se traduz diretamente nas celebrações de fim de ano. Entre os entrevistados, 29% afirmam que os grupos familiares diminuíram, 27% relatam que as festas ficaram mais simples e apenas 22% mantêm o mesmo formato de Natal de anos anteriores. Mudanças como separações, novas relações, deslocamentos geográficos e perdas também influenciam o modo de celebrar, fator citado por 26% dos participantes.
Natal segue sendo encontro, mas com novos contornos
Apesar das transformações, o Natal continua sendo, majoritariamente, um evento doméstico. A pesquisa aponta que 60% das pessoas celebram a data na própria casa e 59% na casa de familiares, indicando que o ambiente íntimo permanece como espaço central da celebração.
Os rituais tradicionais seguem presentes, ainda que adaptados a novos formatos. Cozinhar juntos aparece em 51% das respostas, a troca de presentes em 39% e práticas religiosas em 37%. A comida permanece como o principal símbolo afetivo do Natal, associada à união, citada por 55% dos entrevistados, à tradição, com 49%, e à alegria, com 46%.
Nesse contexto, a Nestlé é uma das marcas mais associadas à mesa natalina, sendo lembrada por atributos como qualidade, tradição e alegria. “A mesa continua sendo o coração afetivo do Natal. Mesmo com grupos menores e formatos variados, o ato de compartilhar permanece central”, conclui Célia Nishio.
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