Variedades • 11:35h • 13 de maio de 2026
Pesquisa revela como maternidade transforma hábitos de consumo nas farmácias
Pesquisa mostra como comportamento das mães transforma o varejo farmacêutico, do planejamento da gravidez ao autocuidado na maturidade
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Nova PR | Foto: Divulgação
A maternidade começa a mudar hábitos de consumo muito antes do nascimento dos filhos e segue influenciando decisões de saúde, bem-estar e autocuidado ao longo dos anos. Um levantamento da Impulso, braço de retail media da RD Saúde, grupo responsável pelas redes Raia e Drogasil, mostra como diferentes fases da vida materna vêm transformando o comportamento de compra nas farmácias brasileiras.
O estudo, divulgado após o Dia das Mães, identificou mudanças relevantes no consumo desde o período de planejamento da gravidez até a fase madura da maternidade. O varejo farmacêutico aparece no centro dessa transformação, reunindo desde vitaminas de fertilidade até dermocosméticos, produtos infantis, medicamentos e itens de prevenção.
A pesquisa também aponta que o período próximo ao Dia das Mães coincide com a chegada das temperaturas mais baixas, combinação que impulsiona tanto a procura por presentes quanto o aumento da cesta de saúde das famílias.
Segundo os dados, as buscas por fragrâncias cresceram 40,1% no período analisado, enquanto produtos de tratamento de pele registraram alta de 33,8%.
Cada fase da maternidade cria um padrão diferente de consumo
O levantamento identificou quatro perfis principais de comportamento dentro do varejo farmacêutico, mostrando como as prioridades mudam conforme os filhos crescem e a rotina familiar se transforma.
Entre as chamadas “mães em potencial”, o foco está na prevenção e preparação para a gravidez. Esse grupo lidera os gastos com vitaminas, suplementação e vacinas, chegando a investir até 235% acima da média dos consumidores em produtos ligados à fertilidade e cuidados preventivos.
Já entre mães recentes, o consumo migra rapidamente para itens ligados à rotina do bebê. Fraldas, produtos de higiene, banho e cuidados infantis colocam esse público entre os maiores tickets do setor, com gastos até 240% superiores à média em categorias de perfumaria e cuidados pessoais.
Conforme os filhos entram na fase escolar, o comportamento muda novamente. O estudo aponta que mães consideradas “experientes” passam a concentrar mais compras em medicamentos respiratórios, antialérgicos e itens ligados à prevenção de doenças infantis. Nesse perfil, o investimento em medicamentos fica cerca de 81% acima da média geral dos consumidores.
Na fase madura da maternidade, o consumo volta a se concentrar na própria mulher. Produtos de autocuidado, proteção solar, tratamentos anti-idade e saúde preventiva passam a ganhar mais espaço nas compras.
Farmácias viram centro de saúde e autocuidado para mães em diferentes fases da vida
Farmácia deixa de ser só lugar de remédio
O levantamento mostra que a farmácia vem assumindo um papel cada vez mais amplo dentro da rotina das famílias, funcionando como um centro de saúde, prevenção, beleza e conveniência. Além dos medicamentos, o crescimento das categorias de perfumaria, dermocosméticos, suplementação e cuidados infantis reforça a mudança no perfil de consumo do setor.
Outro dado que chamou atenção no estudo foi o avanço do comércio digital. As vendas online de produtos ligados à nutrição infantil cresceram 50%, impulsionadas principalmente pela busca por praticidade e compras recorrentes.
Ao mesmo tempo, o setor enfrenta um desafio importante: manter a fidelização das famílias ao longo do crescimento das crianças. Segundo a pesquisa, 65,4% dos consumidores deixam a categoria durante a fase de transição dos leites infantis, entre 1 e 3 anos.
Para Mônica Fukumoto, gerente sênior de dados e insights da Impulso, os dados mostram que a jornada de consumo ligada à maternidade se constrói ao longo de muitos anos e exige estratégias cada vez mais personalizadas por parte do varejo. A especialista afirma que o uso de dados permite compreender padrões de comportamento, antecipar necessidades e construir relações mais duradouras com diferentes perfis de consumidoras.
O estudo também reforça uma mudança silenciosa no comportamento das famílias brasileiras: a maternidade passou a influenciar não apenas o consumo infantil, mas toda a dinâmica de saúde e bem-estar da casa, da prevenção ao autocuidado.
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