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Economia • 07:58h • 03 de junho de 2025

Pesquisa revela condições precárias do trabalho remoto no mundo

Pesquisadores e MPT cobram aplicação de regras mais claras

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Marcello Camargo/Agência Brasil

No Brasil, o Ministério Público do Trabalho acompanha de perto o tema e já criou o Projeto Plataformas Digitais para investigar denúncias.
No Brasil, o Ministério Público do Trabalho acompanha de perto o tema e já criou o Projeto Plataformas Digitais para investigar denúncias.

Plataformas digitais já fazem parte do nosso dia a dia, conectando pessoas a serviços como entrega, transporte e aluguel por temporada. Mas além dessas funções, elas também contratam trabalhadores remotos para uma série de tarefas online — desde alimentar bancos de dados de inteligência artificial até dar suporte em vendas ou prestar serviços profissionais, como contabilidade, advocacia e arquitetura. Muitas vezes, o pagamento é feito por projeto.

Para muitos desses trabalhadores, o que era uma renda extra virou a principal fonte de sustento. Seis em cada dez dizem depender totalmente dessa atividade. Mas as condições de trabalho, segundo uma pesquisa internacional, ainda deixam muito a desejar

O relatório Fairwork Cloudwork Ratings 2025, coordenado por universidades como Oxford (Reino Unido) e WZB Berlin (Alemanha), avaliou 16 das plataformas mais usadas no mundo e conversou com cerca de 750 trabalhadores em 100 países. O resultado foi preocupante: em uma escala de 0 a 10, a média de pontuação das plataformas foi apenas 3,5.

Entre os principais problemas estão atrasos nos pagamentos, valores muito abaixo do salário mínimo local, falta de suporte em situações delicadas (como quem precisa lidar com conteúdos violentos) e ausência de direitos básicos. Em alguns casos, o pagamento é feito em cartões-presente, que os trabalhadores depois precisam vender para conseguir o dinheiro.

Plataformas como Amazon Mechanical Turk, Freelancer e Microworkers tiveram nota zero. Já Upwork marcou um ponto. Fiverr e Remotasks conseguiram dois. Apenas quatro plataformas conseguiram comprovar que pagam pelo menos o salário mínimo aos trabalhadores, já descontando taxas e impostos.

O pesquisador brasileiro Jonas Valente, um dos coordenadores do estudo, destaca que, apesar de o setor ter movimentado US$ 557 bilhões em 2024, poucos trabalhadores veem esse valor refletido no bolso. “Em muitos contratos, não fica claro quanto será pago, quais as regras ou o que pode levar a punições. Para quem não fala inglês, por exemplo, entender o contrato pode ser um desafio enorme”, explica.

A saúde dos trabalhadores também é uma preocupação. O relatório cita o caso de uma trabalhadora do Peru que, após longas jornadas em frente ao computador, precisou operar a retina e, mesmo assim, foi desligada da plataforma sem qualquer apoio.

Com tantos trabalhadores espalhados por diferentes países e sem representação sindical, os pesquisadores defendem que é urgente criar regras nacionais e internacionais para garantir condições mínimas de trabalho digno. Segundo o Banco Mundial, esse tipo de atividade pode envolver cerca de 400 milhões de pessoas no mundo.

No Brasil, o Ministério Público do Trabalho acompanha de perto o tema e já criou o Projeto Plataformas Digitais para investigar denúncias. O procurador Rodrigo Castilho aponta que muitos trabalhadores recebem valores muito baixos — às vezes, centavos por hora — e que as plataformas se esquivam de responsabilidades trabalhistas, classificando esses profissionais como autônomos.

Para Castilho, mesmo sem uma lei específica para o setor, as plataformas deveriam seguir a legislação brasileira. “O que não dá é para deixar esses trabalhadores sem nenhum direito enquanto a regulação não vem”, afirma. Ele defende, ainda, que as empresas assumam um compromisso ético com quem presta o serviço.

Desde 2023, o projeto Fairwork tem oferecido apoio para que plataformas melhorem suas práticas. Algumas mudanças já foram feitas, como ajustes nos contratos e melhorias na transparência. Mas ainda são poucas as empresas que se engajaram.

Na edição deste ano, apenas três plataformas — ComeUp, Scale/Remotasks e Translated — responderam ao convite para comentar os resultados do relatório. As outras 13 não se manifestaram.

Foram avaliadas as seguintes plataformas: Fiverr, SoyFreelancer, Appen, Clickworker, PeoplePerHour, Upwork, Freelancer, Microworkers, Prolific, Terawork, Creative Words, Elharefa e Amazon Mechanical Turk.



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