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Saúde • 12:31h • 08 de março de 2026

Pesquisa revela: demorar para levantar de uma cadeira pode ser sinal de alerta em idosos

Teste Sentar e Levantar, que usa apenas cronômetro e cadeira, se mostra tão eficaz quanto bateria completa para mensurar prejuízo funcional em até oito anos

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1

Estudo acompanhou mais de 2,3 mil idosos por oito anos; pesquisadores defendem que teste, aplicado a partir dos 60 anos, pode funcionar como alerta, permitindo intervenções com fisioterapia e mudanças no estilo de vida.
Estudo acompanhou mais de 2,3 mil idosos por oito anos; pesquisadores defendem que teste, aplicado a partir dos 60 anos, pode funcionar como alerta, permitindo intervenções com fisioterapia e mudanças no estilo de vida.

Um teste que usa apenas uma cadeira e um cronômetro pode prever com até oito anos de antecedência se uma pessoa idosa vai perder a capacidade de tomar banho sozinha, cozinhar, pagar contas ou sair de casa. A descoberta é de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em parceria com a University College London, do Reino Unido. O estudo acompanhou mais de 2,3 mil idosos por oito anos e concluiu que quem leva mais de 11,5 segundos para se levantar e sentar cinco vezes numa cadeira apresenta risco significativamente maior de perder a independência. E o melhor: o teste pode ser feito em casa agora mesmo.

A pesquisa, publicada no Journal of the American Medical Directors Association com apoio da FAPESP, comparou dois tipos de avaliação física em idosos: uma bateria completa de três exames chamada SPPB (que inclui testes de equilíbrio, velocidade de caminhada e força muscular) com o chamado Teste Sentar e Levantar — apenas um dos componentes dessa bateria. A conclusão foi surpreendente: o teste mais simples foi tão eficaz quanto os três juntos para prever quem desenvolveria incapacidades nos anos seguintes.

O que o teste avalia

Apesar de parecer básico, o ato de se levantar e sentar cinco vezes numa cadeira exige que o organismo mobilize, ao mesmo tempo, força muscular nas pernas, equilíbrio, coordenação motora e condicionamento cardiorrespiratório. Quando qualquer uma dessas capacidades começa a falhar, ela sinaliza um declínio que, se não tratado, avança progressivamente.

"Embora pareça um teste meramente de performance, ele avalia força e massa muscular dos membros inferiores, equilíbrio, condicionamento cardiorrespiratório e coordenação. São capacidades que, quando começam a falhar, antecedem a perda de independência", afirma Tiago da Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerontologia da UFSCar e coordenador do consórcio InterCoLAgeing.

Como fazer o teste em casa

O procedimento é simples e pode ser feito com qualquer cadeira comum:

  1. Sente-se no meio da cadeira, com os braços cruzados sobre o peito e os pés apoiados no chão
  2. Peça para alguém cronometrar — ou use o cronômetro do celular
  3. Levante-se completamente em pé e sente-se novamente, cinco vezes seguidas, o mais rápido que conseguir com segurança
  4. Anote o tempo total

Resultado: se levou mais de 11,5 segundos, os pesquisadores recomendam buscar avaliação médica ou com fisioterapeuta. Não significa que a perda de independência é inevitável — mas que há risco e que intervenção precoce pode mudar o curso.

A escada do declínio que o teste ajuda a interromper

Os pesquisadores da UFSCar explicam que o envelhecimento funcional segue uma sequência previsível quando ocorre o declínio. Primeiro, a pessoa começa a ter dificuldade nas atividades mais complexas — participar de trabalho, lazer ou vida social. Depois, perde capacidades instrumentais: cozinhar, fazer compras, tomar remédio no horário, usar transporte público, gerenciar o próprio dinheiro, cuidar da casa. Por último, comprometem-se as atividades básicas: tomar banho, se vestir, se alimentar sozinho, ir ao banheiro, caminhar pelos cômodos de casa.

"Nem todo idoso passará por esse processo — temos casos de pessoas centenárias altamente funcionais. Mas quando ocorre o declínio funcional, ele segue esse roteiro", explica Alexandre. Identificar o risco cedo é o que permite agir antes que o primeiro degrau seja perdido.

O que fazer se o resultado for preocupante

Os pesquisadores são enfáticos: intervenção precoce funciona. Exercícios de fortalecimento muscular, fisioterapia e mudanças no estilo de vida, especialmente alimentação e controle de doenças crônicas, são eficazes para reverter ou estabilizar o declínio funcional em idosos que ainda estão funcionais.

A pesquisadora Roberta de Oliveira Máximo, autora principal do estudo, recomenda que o teste seja aplicado rotineiramente a partir dos 60 anos nas consultas médicas. "Em contextos com tempo limitado de consulta, esse teste pode ser a porta de entrada para avaliações mais detalhadas."

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