Responsabilidade Social • 17:31h • 27 de junho de 2026
Pesquisa revela por que cães idosos e pets de pelagem preta são os que mais esperam por adoção
Levantamento inédito mostra que idade, cor e condições de saúde influenciam a escolha dos adotantes e aponta alta taxa de devolução nos primeiros meses após a adoção
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A idade, a cor da pelagem e até o porte do animal ainda pesam na decisão de quem procura um pet para adotar. É o que mostra a pesquisa inédita Panorama da Adoção no Brasil - ONGs, realizada pelo Opinion Box a pedido da GoldeN e do Instituto de Medicina Veterinária do Coletivo (IMVC). O levantamento revela que cães e gatos idosos, de pelagem escura ou com alguma condição de saúde encontram muito mais dificuldade para conquistar um novo lar.
O estudo aponta que 86% das organizações entrevistadas consideram a idade o principal fator que dificulta a adoção. Enquanto os filhotes são adotados com mais facilidade, os animais idosos permanecem por mais tempo nos abrigos. Entre os cães, os de pequeno porte também são os preferidos pelos adotantes.
Cor da pelagem e problemas de saúde reduzem as chances
Segundo a pesquisa, 69% das ONGs afirmam que animais de pelagem preta ou escura enfrentam maior dificuldade para serem escolhidos. Já 75% relatam que cães e gatos com deficiências, limitações físicas ou doenças crônicas também costumam permanecer por mais tempo aguardando adoção.
Entre os gatos, doenças como FIV e FeLV aparecem entre os fatores que mais afastam potenciais adotantes, embora muitos animais possam viver com qualidade de vida quando recebem acompanhamento veterinário adequado.
Devoluções costumam ocorrer nos primeiros três meses
O levantamento também chama atenção para outro desafio: a adaptação após a adoção. De acordo com as organizações entrevistadas, a maior parte das devoluções acontece nos três primeiros meses, período em que muitas famílias descobrem que a rotina exige mais dedicação do que imaginavam.
Segundo a pesquisa, 71% das ONGs avaliam que os adotantes possuem apenas conhecimento básico sobre guarda responsável. As principais dificuldades envolvem adaptação comportamental dos animais, custos com atendimento veterinário e a necessidade de paciência durante o processo de integração ao novo lar.
Gatos ganham espaço nos lares brasileiros
Outro dado destacado pela pesquisa é o crescimento das adoções de gatos. Entre as organizações participantes, os felinos já representam 41% das adoções, enquanto os cães correspondem a 32%.
O cenário acompanha uma tendência observada no país, impulsionada pelo aumento da população vivendo em apartamentos e imóveis menores. Segundo os pesquisadores, a busca por animais considerados mais adaptáveis à rotina urbana ajuda a explicar o crescimento das adoções de gatos e também a preferência por cães de pequeno porte.
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