Mundo • 15:22h • 05 de outubro de 2026
Pesquisa revela que 86,5% dos trabalhadores escondem algum comportamento da empresa
Pesquisa com 2.487 profissionais mostra ainda que 69,4% já buscaram outro emprego sem contar à empresa e 54,7% fizeram entrevista durante o expediente
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da MGA | Foto: Divulgação
Uma pesquisa nacional com 2.487 profissionais revelou comportamentos que dificilmente aparecem nos indicadores das empresas. Segundo o levantamento da Heach Recursos Humanos, 86,5% dos entrevistados afirmaram já ter adotado pelo menos uma das oito condutas pesquisadas sem o conhecimento do empregador, desde procurar outra vaga até fingir estar ocupado para evitar novas demandas.
A procura silenciosa por outro emprego lidera o levantamento. 69,4% disseram já ter buscado uma nova oportunidade sem comunicar à empresa atual, o equivalente a 1.726 participantes. Outros 54,7% afirmaram ter participado de entrevistas de emprego durante o próprio expediente.
O estudo também mostra que 66,8% já resolveram assuntos particulares durante o horário de trabalho e 51,2% admitiram dizer que estavam trabalhando enquanto realizavam alguma atividade pessoal.
Fingir estar ocupado aparece em 48,6% das respostas
Outro comportamento frequente envolve a percepção de disponibilidade. 48,6% dos entrevistados, ou 1.209 profissionais, disseram já ter fingido estar ocupados para evitar receber novas tarefas.
O levantamento também abordou situações relacionadas a faltas e informações profissionais. Entre os participantes, 39,7% já inventaram ou exageraram uma justificativa para atraso ou ausência, enquanto 33,6% afirmaram ter utilizado atestado mesmo considerando que poderiam trabalhar. Outros 29,4% reconheceram ter mentido, omitido ou exagerado alguma informação no currículo.
Pesquisa aponta distância entre rotina e o que empresas conseguem enxergar
Para Elcio Teixeira, CEO da Heach Recursos Humanos, os comportamentos não devem ser tratados como equivalentes. Procurar outra oportunidade profissional sem informar o empregador, por exemplo, faz parte da autonomia do trabalhador e possui natureza diferente de fornecer uma informação falsa no currículo.
Na avaliação da empresa responsável pelo levantamento, os resultados ajudam a mostrar uma distância entre a estrutura formal das organizações e comportamentos que acontecem no cotidiano. Dados como os 51,2% que já disseram estar trabalhando enquanto faziam algo pessoal e os 48,6% que simularam estar ocupados também colocam em discussão até que ponto presença, disponibilidade aparente ou tempo conectado conseguem representar a produtividade de um profissional.
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