Saúde • 09:49h • 18 de fevereiro de 2026
Pesquisa revela que uso de álcool e drogas pelos pais influencia consumo dos filhos
Combinar acolhimento e monitoramento na educação dos jovens reduz risco de repetir padrão de consumo, mesmo nas famílias em que os responsáveis também usam essas substâncias, incluindo cigarro, vapes e maconha
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
As atitudes e a forma de educar dos pais têm papel decisivo na prevenção do uso de álcool e outras drogas entre adolescentes. É o que mostra um estudo brasileiro que analisou dados de 4.280 jovens e seus responsáveis e concluiu que o estilo parental pode até interromper padrões intergeracionais de consumo.
A pesquisa indica que, embora o uso de substâncias pelos pais aumente a probabilidade de consumo entre os filhos, esse risco diminui quando há vínculo afetivo, presença, diálogo e regras claras — características do chamado estilo parental “autoritativo”, que combina acolhimento e monitoramento. Já modelos permissivos e negligentes não apresentaram efeito protetor.
Os resultados mostram que o consumo de álcool pelos responsáveis está associado a uma probabilidade de 24% de uso da substância pelos adolescentes e de 6% para múltiplas drogas. Quando os pais utilizam várias substâncias, o risco entre os jovens pode chegar a 28%. Por outro lado, quando os responsáveis são abstêmios, cerca de 89% dos adolescentes também não fazem uso.
O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e integra um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que investiga estratégias comunitárias para prevenir o consumo de álcool entre jovens.
Os dados foram coletados entre 2023 e 2024 em quatro municípios paulistas, com adolescentes de idade média de 14,7 anos. Entre eles, o uso recente de álcool foi o comportamento mais frequente. Entre os pais, mais da metade relatou consumo no último mês.
Segundo os pesquisadores, mesmo em famílias com boas práticas educativas, a naturalização do consumo de álcool dentro de casa continua sendo um fator de risco. Por isso, retardar o início do uso e fortalecer ações preventivas envolvendo escola, família e comunidade são considerados caminhos essenciais para reduzir danos futuros.
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