Saúde • 09:23h • 21 de maio de 2026
Pessoas 50+ vão representar metade do consumo com saúde em 2044
Gastos da “geração prateada” serão de R$ 559 bilhões, mostra estudo
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Em menos de 20 anos, pessoas com 50 anos ou mais devem responder por metade dos gastos das famílias brasileiras com produtos e serviços ligados à saúde. A chamada geração prateada, formada pela população mais velha, deverá movimentar cerca de R$ 559 bilhões de um total de R$ 1,1 trilhão consumido no setor em 2044.
A projeção faz parte do estudo “Mercado Prateado: consumo dos brasileiros 50+ e projeções”, realizado pela empresa data8, especializada em pesquisas sobre envelhecimento e longevidade.
Atualmente, esse grupo já tem grande participação nas despesas com saúde. Em 2024, pessoas acima dos 50 anos representavam 27% da população brasileira, mas eram responsáveis por 35% dos gastos com medicamentos, planos de saúde, suplementos e outros serviços da área.
A expectativa é que, em 2044, o Brasil tenha cerca de 92 milhões de pessoas nessa faixa etária, o equivalente a 40% da população total do país. Mesmo assim, elas deverão concentrar metade de todo o consumo relacionado à saúde.
Segundo a coordenadora do estudo, Lívia Hollerbach, o aumento dos gastos com saúde ao longo do envelhecimento já era esperado, mas o ritmo de crescimento chamou atenção dos pesquisadores.
Os dados mostram ainda que os custos com saúde pesam mais no orçamento da população mais velha. Enquanto brasileiros com menos de 50 anos destinam, em média, 8% da renda para despesas da área, entre pessoas com mais de 50 anos esse percentual sobe para 14%.
O impacto cresce conforme a idade avança. Entre pessoas de 50 a 54 anos, cerca de 11% do consumo mensal é voltado à saúde. Na faixa entre 70 e 74 anos, o índice chega a 18%. Já entre idosos com 80 anos ou mais, os gastos representam 21% do orçamento.
De acordo com o levantamento, planos de saúde, medicamentos e suplementos concentram 79% das despesas mensais da geração prateada. O restante é destinado a consultas médicas, exames, materiais de tratamento e outros serviços.
A pesquisa também alerta para a necessidade de o Brasil se preparar para o envelhecimento acelerado da população, tanto no sistema público quanto no setor privado de saúde.
Para os pesquisadores, a tendência é de aumento contínuo da demanda por atendimento e cuidados médicos nas próximas décadas, o que pode ampliar a pressão sobre hospitais, clínicas e serviços de saúde.
Entre os desafios apontados estão a criação de estruturas de cuidados de longa duração e o fortalecimento da medicina preventiva. A avaliação é que incentivar hábitos saudáveis e ampliar ações de prevenção serão fundamentais para garantir mais qualidade de vida à população idosa.
O estudo destaca ainda que o envelhecimento da população exige não apenas aumento da expectativa de vida, mas também melhores condições de saúde e bem-estar ao longo dos anos.
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