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Responsabilidade Social • 17:50h • 01 de julho de 2026

Pets da pandemia chegam à meia-idade e o envelhecimento ainda é tabu para 50% dos tutores brasileiros

Levantamento da Royal Canin mostra que muitos tutores adiam cuidados preventivos; cães e gatos começam a envelhecer antes do que a maioria imagina

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria de Imprensa Inpress | Foto: Arquivo/Âncora1

Metade dos brasileiros evita falar sobre o envelhecimento dos pets, revela pesquisa inédita
Metade dos brasileiros evita falar sobre o envelhecimento dos pets, revela pesquisa inédita

O envelhecimento de cães e gatos ainda é um assunto que muitos brasileiros preferem evitar. É o que revela uma pesquisa inédita encomendada pela Royal Canin e realizada com mil tutores de pets em todo o país. Segundo o levantamento, 50% dos entrevistados evitam falar sobre o tema, comportamento que pode atrasar cuidados importantes para garantir uma vida mais longa e saudável aos animais.

O estudo aponta que o principal motivo é emocional. Entre aqueles que evitam o assunto, 67% afirmam que pensar no envelhecimento do pet provoca tristeza, enquanto 38,7% dizem não conseguir enxergar o animal como idoso por considerá-lo parte da família. Além disso, 63% demonstram preocupação em não conseguir oferecer o suporte necessário quando o pet envelhecer.

Prevenção ainda começa tarde

Embora o envelhecimento seja um processo natural, muitos tutores só passam a se preocupar quando surgem problemas de saúde. De acordo com a pesquisa, 34,3% admitem pensar no assunto apenas diante de alguma doença, e 35,2% não adotam medidas preventivas porque acreditam que o animal está saudável.

Especialistas alertam que essa percepção pode custar caro. Alterações relacionadas ao envelhecimento começam de forma silenciosa, geralmente entre 5 e 7 anos para cães e entre 6 e 8 anos para gatos, período considerado uma fase estratégica para a adoção de medidas preventivas.

Segundo a médica-veterinária Priscila Rizelo, gerente de Comunicação e Assuntos Científicos da Royal Canin Brasil, iniciar o acompanhamento antes do aparecimento dos sintomas faz toda a diferença.

"A metade da vida é o momento ideal para começar conversas preventivas com o médico-veterinário. Quanto mais cedo iniciamos esse acompanhamento, maiores são as chances de proporcionar mais anos de vida com qualidade aos nossos pets", afirma.

Check-ups e alimentação ganham importância

Apesar da resistência em abordar o tema, a pesquisa mostra avanços nos hábitos dos brasileiros. Cerca de 61,2% afirmam levar seus animais para consultas de rotina, enquanto 35,2% reconhecem que uma alimentação específica para cada fase da vida é um dos fatores que mais influenciam a qualidade de vida dos pets idosos.

Ainda assim, 25% apontam o custo dos atendimentos veterinários como um dos principais obstáculos para investir em prevenção.

Entre as maiores preocupações dos tutores estão o câncer (42,5%), problemas de mobilidade e articulações (28,9%) e doenças renais (11,3%).

Pets da pandemia entram em nova fase

A discussão ganha ainda mais relevância porque muitos cães e gatos adotados durante a pandemia de COVID-19 estão chegando justamente à meia-idade.

Para especialistas, esse é o momento ideal para reforçar check-ups, avaliar mudanças na alimentação, acompanhar peso, mobilidade e possíveis alterações cognitivas, antes que doenças crônicas apareçam.

Relação cada vez mais próxima

O estudo também mostra como os animais ocupam um espaço cada vez maior nas famílias brasileiras. Mais da metade dos tutores celebra o aniversário dos pets todos os anos (50,4%), enquanto 77,7% compram presentes nessas ocasiões, com gasto médio de R$ 178,93.

Além disso, 57,5% afirmam considerar seus animais como filhos ou irmãos, e 36% dizem gastar mais com presentes para os pets do que para parceiros ou outros familiares.

Para os especialistas, esse vínculo afetivo reforça a importância de falar sobre envelhecimento não como o início dos problemas, mas como uma oportunidade de garantir mais qualidade de vida durante toda a trajetória dos animais.

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