Mundo • 10:41h • 19 de janeiro de 2026
Piscinas residenciais respondem por mais da metade dos afogamentos infantis
Estação mais quente reúne a maior parte das fatalidades, com maioria dos casos ocorrendo em ambientes familiares e residenciais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da VeComm Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
O verão brasileiro concentra um dos cenários mais críticos relacionados à segurança infantil. Dados nacionais indicam que, em média, quatro crianças morrem afogadas por dia no país, e 40% dessas mortes acontecem justamente nos meses mais quentes do ano, entre dezembro e março. O período, associado a lazer, férias e confraternizações, amplia o uso de piscinas e eleva o risco de acidentes evitáveis.
Embora mais de 80% dos afogamentos ocorram em ambientes de água doce, como rios, lagos e lagoas, as piscinas aparecem como o quarto principal cenário, respondendo por 3,8% dos casos gerais. Quando o recorte se volta para crianças, o dado se torna ainda mais preocupante. Cerca de 55% das mortes infantis por afogamento acontecem em piscinas residenciais, geralmente dentro de casa ou em áreas de lazer privadas.
Especialistas apontam que grande parte dessas ocorrências se dá em ambientes familiares, durante festas, almoços ou encontros sociais. Nesses momentos, a falsa sensação de segurança e a divisão de atenção entre adultos contribuem para que a supervisão seja relaxada, mesmo que por poucos segundos.
Números que reforçam a urgência da prevenção
- Média de 4 mortes infantis por afogamento por dia no Brasil;
- Afogamento é a principal causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos;
- Segunda principal causa de morte entre crianças de 5 a 9 anos;
- 55% das mortes infantis por afogamento ocorrem em piscinas residenciais;
- 40% das mortes anuais concentram-se no verão.
Os dados mostram que o afogamento segue como uma das principais causas de morte infantil no país, exigindo reforço contínuo em campanhas de conscientização, fiscalização e adoção de medidas simples de segurança no ambiente doméstico.
Para o coronel Valdir Pavão, presidente da Fundação dos Bombeiros, a prevenção continua sendo o fator mais eficaz para evitar tragédias. Segundo ele, a maioria dos afogamentos infantis em piscinas acontece em poucos segundos e de forma silenciosa, muitas vezes sem que ninguém perceba imediatamente.
O coronel ressalta que piscina não deve ser tratada como brinquedo e que crianças não podem ficar sozinhas nem por instantes. Barreiras físicas, como cercas e portões, supervisão constante de um adulto responsável e educação preventiva são apontadas como medidas fundamentais para reduzir riscos. No verão, período de maior exposição, a atenção das famílias precisa ser redobrada.
O alerta reforça que o lazer associado à estação mais quente do ano exige planejamento e responsabilidade. Pequenas atitudes de prevenção podem ser decisivas para evitar perdas irreparáveis e garantir que o verão seja lembrado apenas por momentos positivos em família.
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