Economia • 11:21h • 11 de outubro de 2026
Pix ultrapassa 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil e movimenta R$ 3,2 trilhões em um mês
Dados do Banco Central mostram que o sistema reúne cerca de 170 milhões de clientes; chaves aleatórias representam mais da metade dos registros
Da Redação | Com informações da EBC | Foto: Divulgação
O Pix ultrapassou a marca de 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil em setembro de 2026, segundo dados do Banco Central (BC). No dia 30, o sistema contabilizava 1,008 bilhão de registros, ante 998 milhões em agosto. O crescimento acompanha a expansão dos pagamentos instantâneos no país, que movimentaram aproximadamente R$ 3,2 trilhões em 7,1 bilhões de transações processadas pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) somente em setembro.
Desde o encerramento de 2025, quando havia 920 milhões de chaves cadastradas, o sistema ganhou aproximadamente 88 milhões de novos registros. O número, entretanto, não representa a quantidade de pessoas que utilizam o Pix, já que cada cliente pode cadastrar diferentes identificadores em suas contas bancárias.
Atualmente, o sistema reúne cerca de 170 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas. Considerando os totais aproximados, são quase seis chaves cadastradas por cliente.
Do total de registros, 956,7 milhões pertencem a pessoas físicas, enquanto 51,2 milhões estão vinculados a empresas, conforme os dados divulgados pelo Banco Central.
Chaves aleatórias são as mais utilizadas pelos brasileiros
Mais da metade das chaves Pix cadastradas no país corresponde a identificadores aleatórios, gerados pelas próprias instituições financeiras. Essa modalidade permite receber transferências sem precisar compartilhar diretamente informações como CPF, número de telefone ou endereço de e-mail.
Segundo o levantamento, as chaves aleatórias somavam 526,8 milhões de registros, equivalentes a 52,3% do total. Os números de celular apareciam em segundo lugar, com 166,3 milhões de cadastros, ou 16,5%.
As chaves vinculadas ao CPF representavam 153,9 milhões de registros, correspondentes a 15,4%, enquanto os endereços de e-mail somavam 144,6 milhões, ou 14,3%. O levantamento apresentado também inclui chaves de outras categorias, como as vinculadas ao CNPJ.
A preferência pelas chaves aleatórias permite que usuários compartilhem um identificador para receber pagamentos sem divulgar diretamente seus principais dados pessoais, embora a modalidade não elimine os riscos de fraudes.
Cada pessoa pode cadastrar várias chaves Pix
As chaves funcionam como identificadores associados a contas bancárias ou de pagamento, facilitando o envio e o recebimento de dinheiro sem a necessidade de informar todos os dados bancários do destinatário.
Pessoas físicas podem cadastrar até cinco chaves por conta, enquanto pessoas jurídicas podem registrar até 20. Cada identificador, entretanto, só pode estar vinculado a uma conta por vez.
O cadastro, a alteração e o gerenciamento das chaves são realizados pelos aplicativos ou serviços de internet banking das instituições financeiras.
O uso de uma chave não é obrigatório para realizar transferências pelo Pix. Os pagamentos também podem ser feitos utilizando os dados bancários do destinatário ou recursos como o QR Code.
Pix registra 7,1 bilhões de transações em setembro
O crescimento dos cadastros ocorre em meio à utilização do Pix para pagamentos e transferências cotidianas. Em setembro, o Sistema de Pagamentos Instantâneos processou 7,1 bilhões de operações, que movimentaram aproximadamente R$ 3,2 trilhões.
O SPI é a infraestrutura administrada pelo Banco Central responsável pelo processamento e pela liquidação de transferências instantâneas entre diferentes instituições financeiras.
As operações realizadas entre clientes de uma mesma instituição podem ser liquidadas internamente, sem passar diretamente pelo sistema do BC.
Banco Central estuda medidas para reforçar segurança
Apesar da facilidade proporcionada pelas chaves Pix, o Banco Central orienta que os usuários verifiquem cuidadosamente os dados do destinatário antes de confirmar qualquer transferência.
A utilização de chaves aleatórias reduz a necessidade de compartilhar informações pessoais, mas não impede tentativas de golpes envolvendo pagamentos e transferências.
Em novembro de 2025, o BC informou que estudava mecanismos para permitir o bloqueio da criação de novas chaves não autorizadas, como medida adicional de prevenção a fraudes. As informações apresentadas não indicam que essa funcionalidade já tenha sido implementada.
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