Economia • 12:33h • 26 de maio de 2026
Planos e assinaturas para pets avançam no Brasil e entram na lista de gastos fixos das famílias
Mercado de pagamentos recorrentes cresce impulsionado por serviços ligados a saúde, bem-estar e rotina contínua dos animais de estimação
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Edelman | Foto: Arquivo/Âncora1
Os gastos recorrentes com animais de estimação ganharam espaço definitivo no orçamento de muitas famílias brasileiras. Serviços como plano de saúde veterinário, assistência odontológica, creche, banho, assinatura de ração e programas de cuidados contínuos passaram a integrar a rotina financeira de parte dos tutores, acompanhando a expansão do mercado pet no país e a mudança na relação entre pessoas e animais domésticos.
Levantamento da Vindi, realizado em parceria com a Opinion Box, aponta que o segmento pet já aparece entre as despesas recorrentes de 12% dos brasileiros. O estudo mostra que os cuidados considerados essenciais tendem a ser preservados mesmo em períodos de maior pressão econômica, comportamento que ajuda a explicar o avanço das assinaturas ligadas ao universo pet.
A pesquisa ouviu mais de 2 mil consumidores em todo o Brasil e identificou crescimento do modelo de pagamentos recorrentes em diferentes categorias, como streaming, academias, educação, saúde, aplicativos de comida e serviços voltados aos animais de estimação.
Mercado pet acompanha mudança de comportamento
O avanço das assinaturas reflete uma transformação mais ampla no comportamento dos consumidores. Nos últimos anos, cães e gatos passaram a ocupar espaço cada vez mais central dentro das famílias brasileiras, ampliando a demanda por serviços contínuos ligados à saúde, alimentação, bem-estar e lazer dos animais.
Além das tradicionais consultas veterinárias, o setor passou a incorporar modelos semelhantes aos utilizados em áreas como saúde suplementar e entretenimento, com mensalidades fixas para acesso a serviços variados.
Segundo Monisi Costa, diretora de Pagamentos da Vindi, a percepção de necessidade influencia diretamente a prioridade dada a esse tipo de despesa dentro do orçamento doméstico. “Quando o gasto é percebido como essencial, a tendência é priorização. Isso aumenta a exigência sobre a operação de pagamentos, já que falhas podem comprometer a continuidade do serviço”, afirma.
A consolidação dos pagamentos automáticos também acompanha mudanças tecnológicas no sistema financeiro brasileiro. Segundo o levantamento, 56% dos consumidores afirmam gastar entre R$ 51 e R$ 200 mensais com assinaturas, enquanto quase metade pretende ampliar esse tipo de consumo até 2030.
Pix e cartão impulsionam recorrência
O estudo mostra que o cartão de crédito continua liderando os pagamentos recorrentes no país, mas o avanço do Pix começa a abrir espaço para novas formas de cobrança automática e assinaturas digitais.
A tendência tem impulsionado empresas que trabalham com mensalidades fixas e serviços contínuos, incluindo negócios ligados ao setor pet, um dos mercados que mais cresceram no Brasil nos últimos anos.
Especialistas apontam que a recorrência oferece previsibilidade tanto para consumidores quanto para empresas, facilitando planejamento financeiro, fidelização e continuidade dos serviços. Ao mesmo tempo, o crescimento desse modelo também exige atenção maior das empresas com estabilidade de cobrança, transparência contratual e experiência do usuário, principalmente em serviços considerados essenciais pelos consumidores.
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