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Variedades • 18:41h • 29 de outubro de 2025

Por que algumas pessoas passam mal assistindo filmes de terror?

Psicóloga explica como o cérebro reage a estímulos de medo e por que certas pessoas desenvolvem sintomas físicos e emocionais diante de cenas assustadoras

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Mention | Foto: Arquivo/Âncora1

Entre o medo e o prazer: o que acontece no cérebro ao assistir a um filme de terror
Entre o medo e o prazer: o que acontece no cérebro ao assistir a um filme de terror

Com a chegada do Halloween, cresce o interesse por filmes e séries de terror, mas também aumentam os relatos de mal-estar físico e emocional entre os espectadores. Taquicardia, suor excessivo, ansiedade, crises de pânico e até desmaios estão entre as reações mais comuns. Segundo especialistas, o fenômeno está longe de ser exagero e tem explicações científicas na psicologia do medo e no funcionamento do cérebro humano diante de ameaças, reais ou imaginárias.

De acordo com a psicóloga Aline Victor Lima, coordenadora do Núcleo de Psicologia Forense da BRAPSI, o medo é uma emoção primitiva e essencial para a sobrevivência da espécie. “Ele ativa mecanismos de defesa que nos preparam para lutar ou fugir diante do perigo. O cérebro, porém, não distingue com clareza o que é uma ameaça real ou percebida, por isso, ao assistir a um filme de terror, as mesmas regiões cerebrais ligadas à sobrevivência entram em ação”, explica.

Essas áreas incluem a amígdala cerebral e o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, responsáveis por reações como aceleração dos batimentos cardíacos, respiração ofegante, liberação de adrenalina e tensão muscular. Para o corpo, o monstro na tela pode parecer tão real quanto um predador.

Um estudo publicado no periódico NeuroImage, conduzido pela Universidade de Turku, na Finlândia, comprovou essa resposta. A pesquisa mostrou que filmes de terror ativam as mesmas regiões cerebrais associadas a experiências traumáticas reais, e que pessoas com maior empatia ou sensibilidade sensorial tendem a reagir de forma mais intensa. Crianças e adolescentes, por sua vez, são mais vulneráveis, pois ainda não possuem maturidade emocional para distinguir totalmente a ficção da realidade.

Para alguns, essa resposta fisiológica é uma fonte de prazer. A descarga de dopamina e adrenalina gera euforia e sensação de alívio quando o perigo termina, o que explica o fascínio de muitos pelo gênero. Para outros, especialmente aqueles com histórico de ansiedade, traumas ou hipersensibilidade emocional, o efeito pode ser devastador, provocando crises de pânico, reações psicossomáticas e até dissociação, quando a mente se desliga da realidade para suportar o estresse.

Além dos efeitos físicos, o conteúdo simbólico dos filmes também exerce influência. “Essas narrativas exploram medos universais — como abandono, perda de controle e morte — e, combinadas a estímulos sonoros e visuais intensos, despertam emoções profundas que nem sempre são conscientes”, observa Aline.

Apesar dos riscos, assistir a filmes de terror de forma moderada pode trazer benefícios. Segundo a especialista, eles funcionam como simulações emocionais que ajudam o cérebro a treinar respostas diante do medo, desenvolvendo resiliência e autocontrole em um ambiente seguro. “O problema surge quando a exposição é excessiva ou usada para fugir de dores reais. Nesse caso, o entretenimento pode se transformar em gatilho para sofrimento psíquico”, alerta.

A psicóloga destaca a importância de reconhecer os próprios limites e buscar ajuda profissional caso o medo se torne paralisante. “O que diverte uns pode adoecer outros. O terror, nas telas ou na vida, serve como espelho das nossas vulnerabilidades e desejos mais profundos. Saber encará-lo é um exercício de autoconhecimento”, conclui.

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