• Mulheres de Assis poderão aprender a vender com TikTok e ChatGPT em cursos gratuitos
  • IBGE vai contratar 325 profissionais temporários para pesquisas por telefone; veja os requisitos
  • Vestibular Unesp 2027 ganha novo prazo de inscrição; veja vagas, taxas e datas das provas
  • Dinheiro novo nos cofres municipais chega nesta terça-feira com repasse de ICMS para Assis e região
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 10:21h • 15 de dezembro de 2025

Por que as doenças mentais ainda são um tabu no mundo corporativo

Burnout, ansiedade e depressão avançam nas empresas, mas o medo do julgamento ainda impede o debate aberto

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Digital Trix | Foto: Divulgação

Pressão, preconceito e medo, os obstáculos para falar de saúde mental no trabalho
Pressão, preconceito e medo, os obstáculos para falar de saúde mental no trabalho

O aumento dos casos de burnout, ansiedade e depressão no ambiente corporativo escancarou um problema antigo, a dificuldade das empresas em lidar de forma aberta e estruturada com a saúde mental de seus profissionais. Mesmo diante de dados alarmantes e impactos diretos na produtividade e na vida pessoal dos trabalhadores, o tema ainda é tratado como tabu em muitas organizações.

Segundo levantamento da Future Form, mais de 40% de um grupo com mais de 10 mil profissionais ao redor do mundo apresentaram sinais de síndrome de burnout em fevereiro deste ano, o maior índice desde maio de 2021. No recorte nacional, o Brasil ocupa a segunda posição mundial em casos diagnosticados, atrás apenas do Japão, conforme dados da International Stress Management Association. Já a Organização Mundial da Saúde estima que 264 milhões de pessoas convivam com quadros de ansiedade e depressão, gerando perdas superiores a US$ 1 trilhão por ano para a economia global.

Para Fábio Cassab, sócio da EXEC, empresa especializada no desenvolvimento de lideranças, o cenário é resultado de um conjunto de fatores que vão além da carga de trabalho. Excesso de cobranças, lideranças despreparadas, ambientes nocivos e a pressão constante por desempenho se somam às demandas da vida pessoal, criando um terreno fértil para o adoecimento emocional.

Cassab afirma que o ambiente corporativo ocupa grande parte do tempo e da energia das pessoas, o que amplia seu impacto sobre a saúde mental. A sobreposição de funções, a autocobrança elevada e a hiperconectividade intensificam o desgaste. Segundo ele, é comum que o corpo dê sinais claros antes de uma crise, como alterações no sono, na memória e na concentração, mas esses alertas costumam ser ignorados até que o limite seja ultrapassado.

O executivo relata que viveu essa experiência há dois anos, quando enfrentou um quadro de depressão após um período prolongado de dedicação extrema ao trabalho e afastamento da vida pessoal. A partir desse processo, passou a enxergar a saúde mental como parte central da discussão sobre liderança e desempenho profissional.

Entre os principais obstáculos para o avanço do debate nas empresas, Cassab aponta duas barreiras recorrentes, a crença de que problemas emocionais não atingem a todos e o preconceito que associa adoecimento mental a fraqueza ou incompetência. Esse estigma, segundo ele, é agravado pela comparação constante com padrões irreais difundidos nas redes sociais, que reforçam a sensação de fracasso e inadequação.

A psicóloga Tania Andref observa que o mundo corporativo hoje se divide entre organizações que adotam uma postura ativa de cuidado e outras que ainda negligenciam o tema. Para ela, líderes tecnicamente preparados nem sempre estão prontos para lidar com questões humanas, o que dificulta o acolhimento de profissionais em sofrimento.

Causas, identificação e acolhimento

Uma pesquisa da consultoria Capita revela que 49% dos trabalhadores não acreditam que seus líderes saibam como agir diante de um problema de saúde mental em suas equipes. O receio de retaliações, julgamentos ou até demissões faz com que muitos profissionais optem pelo silêncio, mesmo diante de sintomas graves.

Outro ponto destacado por especialistas é que nem sempre o trabalho é a origem do problema. Questões familiares, dificuldades de adaptação, problemas de saúde ou crises pessoais também podem desencadear quadros de ansiedade e depressão, que acabam se refletindo no desempenho profissional.

Para ajudar na identificação e no enfrentamento desses quadros, especialistas recomendam atenção a sinais persistentes de desmotivação, alterações no sono e no apetite, dores frequentes e isolamento social. Buscar ajuda especializada e reduzir a autocobrança são passos fundamentais para evitar o agravamento do quadro.

Cassab destaca que, ao longo das últimas décadas, a lógica de sucesso profissional mudou. Se antes o foco estava em carreira, estabilidade e salário, hoje o discurso gira em torno de felicidade e propósito, conceitos mais abstratos e difíceis de sustentar sem equilíbrio emocional. Para ele, enfrentar o tabu da saúde mental é uma condição indispensável para construir ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Mundo • 14:00h • 21 de outubro de 2026

Anvisa manda recolher produtos para unhas que prometem eliminar 99% dos fungos e bactérias

Medida atinge cosméticos fabricados pela SDK Indústria de Cosméticos que apresentam alegações terapêuticas não permitidas para essa categoria de produto

Descrição da imagem

Cidades • 13:21h • 21 de outubro de 2026

Residência inclusiva em Assis não recebe repasses municipais, informa Prefeitura à Câmara

Em resposta ao vereador Pastor Edinho, administração informa que instituição é privada, não recebe repasses municipais e não possui moradores encaminhados pela cidade

Descrição da imagem

Classificados • 13:03h • 21 de outubro de 2026

PATs de Cândido Mota, Marília e Ourinhos oferecem 251 vagas de emprego nesta quarta-feira

Marília concentra 191 oportunidades, incluindo 100 para auxiliar de logística; Cândido Mota tem 45 postos disponíveis e Ourinhos reúne outras 15 vagas

Descrição da imagem

Cidades • 12:08h • 21 de outubro de 2026

Assis convoca suplentes para transporte escolar e prevê novas chamadas em caso de desistência

Prefeitura disponibiliza duas vagas para exploração do serviço; candidatos que aguardam na lista de espera devem acompanhar novas publicações até o fim de novembro

Descrição da imagem

Saúde • 11:31h • 21 de outubro de 2026

Seu filho está com febre ou vomitando? Pediatra de Assis explica quando procurar atendimento

Pediatra da Santa Casa de Assis orienta sobre sinais que merecem avaliação médica e destaca a importância de observar o estado geral da criança

Descrição da imagem

Economia • 10:57h • 21 de outubro de 2026

Imposto de Renda devolve R$ 41 bilhões, mas 500 mil contribuintes precisam corrigir declarações

Receita Federal registra recorde de restituições em 2026 e envia cartas para orientar pessoas com pendências que podem atrasar pagamentos

Descrição da imagem

Educação • 10:13h • 21 de outubro de 2026

FEMA abre inscrições para cinco cursos gratuitos de tecnologia em Assis

Programação é aberta à comunidade e inclui Power BI, desenvolvimento de jogos, segurança digital para idosos e outras ferramentas tecnológicas

Descrição da imagem

Economia • 09:54h • 21 de outubro de 2026

Open Finance não garante juros menores e exige atenção antes de autorizar dados bancários

Compartilhamento de dados entre bancos pode facilitar a comparação de serviços financeiros, mas não garante juros menores e exige autorização do consumidor

As mais lidas do mês

Política

Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar

Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos