Saúde • 12:36h • 11 de março de 2026
Por que barriga, “pneuzinhos” e coxas demoram mais para emagrecer
Abdômen inferior, flancos e coxas estão entre as áreas que costumam responder mais lentamente ao processo de perda de gordura
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Markable Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
Eliminar gordura corporal é um dos objetivos mais comuns entre pessoas que buscam melhorar a saúde e reduzir medidas. No entanto, quem já passou por um processo de emagrecimento sabe que o corpo nem sempre responde de forma uniforme. Mesmo com alimentação equilibrada e prática regular de atividade física, algumas regiões parecem demorar mais para mudar.
O cenário também aparece nas estatísticas. Segundo o relatório World Obesity Atlas 2025, elaborado pela World Obesity Federation, 68% dos brasileiros vivem com excesso de peso, sendo 31% com obesidade e 37% com sobrepeso, o que evidencia a dimensão do tema no país.
De acordo com Fernanda Lopes, nutricionista da Six Clínic, iniciativa online voltada ao cuidado de pessoas com obesidade e sobrepeso, essa dificuldade tem explicação fisiológica. Algumas regiões do corpo possuem maior concentração de receptores que dificultam a mobilização da gordura armazenada. Além disso, fatores hormonais, genéticos e o próprio padrão metabólico de cada pessoa influenciam diretamente onde o organismo tende a acumular e preservar energia.
Entre as regiões que costumam apresentar maior resistência durante o processo de emagrecimento, algumas aparecem com mais frequência.
Abdômen inferior
A parte inferior da barriga costuma ser uma das áreas que mais gera frustração. A região é sensível a fatores como estresse, alterações hormonais e hábitos de vida. Por esse motivo, mesmo quando há perda de peso geral, a mudança visual nessa área pode ocorrer de forma mais lenta.
A melhora da qualidade do sono, o controle do estresse e a manutenção de um padrão alimentar equilibrado associado à prática regular de atividade física costumam contribuir para a redução gradual dessa gordura.
Flancos (laterais da cintura)
Popularmente conhecidos como “pneuzinhos”, os flancos apresentam características metabólicas que podem tornar a redução de gordura mais lenta. O fluxo sanguíneo nessa região costuma ser menor em comparação com outras partes do corpo, o que dificulta a mobilização das reservas de gordura.
Na maioria dos casos, a diminuição dessa área acompanha a redução do percentual total de gordura corporal, acontecendo de forma gradual ao longo do processo de emagrecimento.
Parte interna das coxas
O acúmulo de gordura na parte interna das coxas é bastante comum, especialmente entre mulheres. Isso ocorre por influência hormonal, fatores genéticos e características da composição corporal feminina.
A redução dessa região costuma ocorrer com a diminuição progressiva do percentual de gordura do corpo como um todo, resultado da combinação entre alimentação equilibrada, atividade física e constância nos hábitos saudáveis.
Região lombar
A parte inferior das costas também pode apresentar maior resistência na perda de gordura. Muitas vezes essa área concentra gordura subcutânea acumulada por longos períodos, o que faz com que a resposta às mudanças metabólicas seja mais lenta.
Nesses casos, a continuidade de estratégias como alimentação balanceada, prática regular de exercícios físicos e boa qualidade de sono tende a estimular o organismo a utilizar essas reservas ao longo do tempo.
Segundo a nutricionista, é importante compreender que o corpo não elimina gordura de maneira localizada. A redução acontece de forma global, e cada organismo possui um padrão próprio de resposta metabólica. Por isso, algumas regiões podem demorar mais para apresentar mudanças visíveis, mesmo quando o processo de emagrecimento está acontecendo.
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