Ciência e Tecnologia • 15:50h • 07 de janeiro de 2026
Por que dominar inovação virou questão de sobrevivência no século XXI
Especialista analisa como tecnologias da inteligência estão transformando educação, trabalho e desenvolvimento social
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Divulgação
O avanço acelerado das tecnologias de inovação vem alterando de forma profunda a lógica de produção de valor no mundo contemporâneo. Mais do que ferramentas, o conhecimento passou a ocupar o centro das decisões econômicas, educacionais e sociais, tornando-se um ativo estratégico que define competitividade, inclusão e desenvolvimento. Nesse novo cenário, quem não compreende a integração entre conhecimento, tecnologia e pensamento crítico corre o risco de ficar à margem do futuro.
A avaliação é da pós-doutora em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela American Global Tech University, Susane Garrido, que propõe um debate sobre como a inovação está redesenhando as bases da educação, do trabalho e da organização social. Segundo ela, o modelo tradicional que separava conhecimento e tecnologia já não responde à complexidade atual. Hoje, pensar, criar e decidir estão profundamente conectados às tecnologias da inteligência.
Para Susane, a mudança exige mais do que atualização técnica. Trata-se de uma revisão estrutural da forma como as pessoas aprendem, ensinam e produzem impacto. O conhecimento deixa de ser apenas acumulado e passa a ser articulado de maneira conectiva, interdisciplinar e orientada à resolução de problemas reais. Nesse contexto, criatividade, análise crítica e capacidade de adaptação tornam-se tão relevantes quanto o domínio técnico.
A discussão ganha ainda mais peso diante da expansão da inteligência artificial, das competências digitais e das neurociências aplicadas à educação. O acesso à informação, antes visto como principal desafio, perde centralidade. O ponto crítico passa a ser a capacidade de transformar dados em significado, decisões e ações com impacto social. Para a especialista, essa é a grande virada do século XXI no campo educacional.
Outro aspecto destacado é a existência de barreiras que dificultam essa transição, como desigualdade de acesso às tecnologias, resistência cultural e formação insuficiente para o uso crítico da inovação. Segundo Susane, a inovação não é neutra. Sem políticas públicas, educação de qualidade e consciência social, os avanços tecnológicos podem ampliar desigualdades em vez de reduzi-las, comprometendo o próprio desenvolvimento econômico e social.
Ao analisar tendências globais, a pesquisadora defende que a integração entre conhecimento e tecnologias da inteligência será determinante para formar profissionais aptos a atuar em um mundo instável, complexo e em permanente transformação. Mais do que dominar ferramentas, será essencial saber pensar com elas, usando a inovação como meio para gerar valor social, econômico e humano.
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