Variedades • 18:44h • 02 de janeiro de 2026
Primeira Superlua de 2026 ocorre neste sábado, mas diferença será difícil de notar
Lua Cheia de Perigeu acontece às 07h03 do dia 3 de janeiro e estará no ponto mais próximo da Terra
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Agência Brasil | Foto: Divulgação
A primeira Lua Cheia de 2026 ocorre neste sábado, 3 de janeiro, às 07h03, no horário de Brasília. Popularmente chamada de Superlua, o fenômeno é conhecido tecnicamente como Lua Cheia de Perigeu, quando a Lua está em um ponto mais próximo da Terra em sua órbita, o que faz com que ela pareça ligeiramente maior e mais brilhante no céu.
De acordo com astrônomos, a Lua Cheia de Perigeu pode aparentar cerca de 6% a mais de tamanho e 13% mais brilho em relação a uma lua cheia média. Apesar disso, a mudança é sutil e dificilmente perceptível a olho nu para a maioria das pessoas.
Segundo o astrônomo Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Lua não muda de tamanho. O que ocorre é apenas a variação da distância em relação à Terra. Em 1º de janeiro, a Lua esteve a 362.312 km do planeta, distância menor que a média, que gira em torno de 384 mil quilômetros.
Para efeito de comparação, a menor Lua Cheia de 2026, conhecida como Microlua, prevista para 31 de maio, estará a aproximadamente 406.135 km da Terra. O diâmetro aparente da Lua Cheia de janeiro será de 32,92 minutos de arco, considerado relativamente grande, enquanto a Microlua de maio terá 29,42 minutos de arco.
Langhi explica que o fenômeno ocorre todos os meses, já que a Lua passa regularmente pelo Perigeu, ponto mais próximo da Terra, e pelo Apogeu, ponto mais distante. Quando a fase cheia coincide com o Perigeu, surge o termo Superlua, usado de forma popular para facilitar a comunicação.
Apesar do nome, o astrônomo alerta que não se deve criar expectativa exagerada. Para quem não acompanha o céu com frequência, a Lua Cheia deste sábado não parecerá diferente das demais. Mesmo para observadores experientes, a variação é discreta.
O físico e doutor em Astronomia João Batista Canalle, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, avalia que o fenômeno não tem relevância do ponto de vista físico. Segundo ele, a chamada Superlua é apenas uma coincidência orbital e não altera características reais do satélite.
Canalle compara o fenômeno à distância variável entre a Terra e o Sol ao longo do ano. Mesmo quando o planeta está mais próximo do Sol, no verão do hemisfério Sul, o astro não parece maior no céu. O mesmo acontece com a Lua, cuja variação de distância não gera mudanças perceptíveis para o observador comum.
Por isso, especialistas destacam que a Lua Cheia de Perigeu é mais um convite à observação do céu e à curiosidade científica do que um evento visualmente impressionante. Para quem gosta de astronomia, o sábado pode ser uma boa oportunidade para acompanhar o nascer da Lua e refletir sobre os movimentos naturais do sistema Terra-Lua.
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