Mundo • 11:01h • 27 de março de 2026
Primeiro caça Gripen produzido no Brasil é apresentado em cerimônia no interior de SP
Modelo F-39E marca avanço tecnológico e coloca o país entre os que produzem aeronaves de combate de alta complexidade
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Saab Brasil | Foto: Divulgação
O primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido no Brasil foi apresentado oficialmente na quarta-feira (25), em cerimônia realizada no complexo industrial da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). O marco representa um avanço estratégico para a indústria nacional e posiciona o país entre as nações com capacidade de desenvolver e produzir aeronaves de combate avançadas.
O evento reuniu autoridades brasileiras e representantes internacionais, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, além de executivos da Saab e da Embraer.
Desenvolvido em parceria entre a Saab, a Embraer e a Força Aérea Brasileira, o Gripen passa a ser produzido em território nacional com participação de uma cadeia de suprimentos brasileira e internacional. Parte das estruturas também é fabricada em São Bernardo do Campo, reforçando a transferência de tecnologia envolvida no projeto.
Segundo a Saab, a produção local representa mais do que a entrega de uma aeronave, consolidando uma cooperação de longo prazo entre Brasil e Suécia, com impacto direto no desenvolvimento industrial e tecnológico do país.
F-39E Gripen é o primeiro caça supersônico produzido no Brasil | Divulgação/Saab Brasil
A Embraer também destaca que o projeto amplia a capacidade nacional na área de defesa e abre novas possibilidades de negócios, incluindo potencial de exportação.
Antes da entrega definitiva à Força Aérea Brasileira, a aeronave ainda passará por testes funcionais e voos de ensaio. Após essa etapa, o modelo será incorporado à frota já existente, que conta com unidades operando na Base Aérea de Anápolis.
O Gripen é considerado o principal vetor de defesa aérea do país e foi projetado para atuar em diferentes tipos de missão, como defesa do espaço aéreo, reconhecimento e ataque. O modelo reúne sistemas avançados de sensores, aviônicos e armamentos, além de operar com arquitetura integrada que permite compartilhamento de informações em tempo real.
A linha de produção instalada no Brasil também está preparada para atender futuras demandas internacionais, o que reforça o posicionamento do país no mercado global de defesa.
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