Saúde • 11:42h • 27 de fevereiro de 2025
Procon SP critica novos "planos de saúde" com cobertura restrita para consultas e exames
Proposta da ANS pode prejudicar consumidores, restringindo acesso a tratamentos e serviços essenciais
Da Redação | Com informações da Assessoria de Imprensa do Procon | Foto: Arquivo/Âncora1
O Procon SP fez um alerta sobre a proposta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que autoriza a criação de novos "planos de saúde" com coberturas extremamente restritas, oferecendo apenas consultas eletivas e exames, sem garantir acesso a serviços essenciais como atendimentos de urgência ou emergência. A proposta será discutida em uma audiência pública na terça-feira (25), e o Procon SP se manifestará contra a medida, que considera prejudicial aos consumidores.
Cobertura restrita gera risco para os pacientes
Esses novos planos de saúde, com coberturas limitadas, só ofereceriam consultas eletivas e exames laboratoriais, deixando de fora tratamentos para doenças diagnosticadas, emergências médicas e internações. Especialistas do Procon SP alertam que essa subsegmentação da assistência à saúde pode comprometer a saúde dos pacientes. Caso uma doença seja diagnosticada durante os exames, o paciente não teria direito ao tratamento imediato, precisando recorrer ao sistema público de saúde, o que pode resultar em atrasos significativos no início do tratamento e até complicações de saúde.
A experimentação coloca em risco a saúde
Outro ponto criticado pelo Procon SP é o caráter experimental da proposta. Ao permitir planos de saúde com coberturas limitadas de forma provisória, o governo estaria permitindo um retrocesso na qualidade do atendimento, especialmente em um setor sensível como a saúde, onde as consequências podem ser irreversíveis para os pacientes. A falta de clareza sobre como esses planos serão comercializados também preocupa, pois muitos consumidores podem ser induzidos a erro ao entenderem de forma equivocada as limitações desses planos.
Desafios para os consumidores
Para o Procon SP, é fundamental que a ANS reconsidere a proposta, já que ela cria uma segmentação que pode afetar gravemente a qualidade de vida dos consumidores. A falta de tratamento integral, do diagnóstico ao possível procedimento cirúrgico ou terapêutico, é um dos maiores riscos apontados pelos especialistas, que reforçam que os planos de saúde devem garantir uma cobertura mais abrangente, sem restrições que comprometam o bem-estar dos pacientes.
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