Gastronomia & Turismo • 17:23h • 06 de julho de 2026
Procon-SP divulga pesquisa para ajudar no planejamento das férias de inverno
Iniciativa traz preços médios de refeições em restaurantes e de diárias em hotéis e pousadas; material também contém dicas para a hora de se hospedar e de comer fora
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
O Procon-SP realizou uma pesquisa de preços de hospedagem e alimentação em estabelecimentos de algumas cidades turísticas do interior do Estado de São Paulo, bastante procuradas nesta época de inverno: Campos do Jordão, São Roque e Serra Negra. O objetivo é oferecer aos turistas, referências de valores para auxiliá-los a escolher quais locais atendem suas expectativas e seu orçamento.
Os especialistas do órgão paulista de defesa do consumidor reforçam a importância de pesquisar os preços antes de escolher quais serviços serão contratados, sempre considerando o valor que terá que desembolsar aliado à qualidade oferecida, suas expectativas e o seu orçamento.
Restaurantes
Para dar mais opções para o consumidor fazer sua escolha, o Procon-SP pesquisou três tipos de refeições nos restaurantes envolvidos na amostra: self-service por quilo e a preço fixo e executivo de frango.
Os dados apontam que o consumidor que for para Campos do Jordão e optar por comer na modalidade self-service quilo pagará, em média, um valor maior – o preço médio constatado foi de R$ 90,90. Nas cidades de Serra Negra e São Roque os preços médios constatados para este tipo de refeição foram R$ 87,90 e R$ 75,92 respectivamente.
O menor preço médio apontado no levantamento foi para as refeições self-service a preço fixo em Serra Negra, de R$ 32,60. Em São Roque o preço médio desta modalidade foi de R$ 58,56 e em Campos do Jordão, R$ 51,92.
No caso do prato executivo de frango, os preços médios constatados foram de R$ 32,98 em São Roque, R$ 40,32 em Serra Negra e R$ 41,36 em Campos do Jordão.
Foram pesquisados 42 restaurantes de forma presencial no dia 11 de junho.
Hospedagem em hotéis e pousadas
Foram coletados os valores praticados por 29 estabelecimentos entre hotéis e pousadas de Campos do Jordão, São Roque e Serra Negra e a variação entre os preços médios de cada cidade foi considerável.
Para hospedagem em hotel, Serra Negra apresentou o menor preço médio: de R$ 496,80. Em São Roque o preço médio foi R$ 755,75 e Campos do Jordão R$ 1.139,80. Também no caso das pousadas, o menor preço médio foi em Serra Negra (R$ 449,20).
Em São Roque e em Campos do Jordão, os preços médios constatados foram de R$ 739,20 e de R$ 772,80, respectivamente.
O levantamento, realizado em 10 de junho de forma online, tomou como base diárias de casal para o período de 4 e 5 de julho de 2026, com café da manhã e estacionamento incluso.
Comparação com 2025/2026
Na comparação com a pesquisa no ano passado, no setor de hotéis, todos apresentaram queda nos preços médios: Campos do Jordão, -27,56%; Serra Negra, -35,23% e São Roque, – 36,68%.
Com relação às pousadas, a maior variação encontrada foi na cidade de São Roque, aumento de 12,31%, e a menor na cidade de Serra Negra, variação negativa de 21,44%.
No setor de restaurantes a refeição self-service a preço fixo apresentou aumento no preço médio em duas cidades: Serra Negra e São Roque, 19,07% e 17,31%, respectivamente. Em Campos do Jordão houve queda de -8,17%.
O preço médio das outras modalidades – self-service por quilo e o prato executivo de frango – tiveram queda de 2025 para 2026 nos demais estabelecimentos da amostra. Com destaque para Campos do Jordão, que teve variação significativa de -13,36% na modalidade prato executivo de frango.
Orientações sobre hospedagem
Na hora de escolher o local em que pretende se hospedar, é importante comparar diversos tipos de hospedagem, avaliando conforto, privacidade, refeições inclusas, localização (proximidade com atrações turísticas, restaurantes, transportes públicos). Também deve procurar conhecer as políticas de cancelamento e reembolso do local.
Para uma boa experiência, é recomendável planejar o roteiro, pesquisar quais estabelecimentos podem ser visitados e conferir: se são acessíveis para idosos, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida; se oferecem atividades para crianças; se oferecem serviços, como degustação de produtos (paga ou gratuita), por exemplo.
O consumidor não deve esquecer de incluir possíveis extras, como taxas de serviço, impostos, e custos com alimentação se a hospedagem não oferecer refeições inclusas. É importante saber que hotéis, pousadas ou similares devem reservar, pelo menos, 10% de seus quartos para pessoas com deficiência, garantindo, no mínimo, 1 unidade acessível.
Orientações sobre restaurantes
Gorjeta: O seu pagamento não é obrigatório, é uma opção do consumidor e o estabelecimento deve informar claramente o valor e que seu pagamento é opcional. Lembrando que a taxa não pode ser apresentada se não houve a efetiva prestação de serviço.
Vale-refeição: O pagamento por este meio pode ser recusado, a aceitação do vale-refeição não é obrigatória. No entanto, se houver adesivos ou outra forma de comunicação sugerindo sua aceitação, não pode ser recusado. Sua aceitação não pode estar condicionada ao valor consumido, nem ficar restrita a determinado dia, data ou horário.
Refeições na modalidade por quilo: Os estabelecimentos que oferecem esta modalidade não podem: informar o preço apenas ao equivalente a 100g; deixar de informar o valor da tara (peso do prato); veicular informação que não corresponda ao valor mostrado na balança.
É proibido: veicular promoção informando apenas que é por tempo limitado, sem apresentar a data de seu término; e cobrar taxa de desperdício.
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