Economia • 10:52h • 14 de outubro de 2026
Procon-SP revela diferença expressiva nos juros de empréstimos oferecidos por seis bancos
Pesquisa de outubro aponta taxa média de 8,55% ao mês, com diferenças expressivas entre bancos; cheque especial mantém juros de 8% mensais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria de Imprensa do Procon | Foto: Arquivo/Âncora1
Os juros do empréstimo pessoal continuam elevados em outubro de 2026, apesar de uma pequena redução registrada pelo Procon-SP. A taxa média cobrada por seis grandes bancos passou de 8,66% para 8,55% ao mês, o equivalente a 167,69% ao ano. O levantamento, realizado em 2 de outubro, também identificou diferenças significativas entre as instituições financeiras, com taxas mensais que variam de 5,86% a 10,72%, reforçando a importância de comparar as condições antes de contratar crédito.
A pesquisa considerou as taxas máximas pré-fixadas oferecidas a clientes pessoa física não preferenciais pelo Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander. Para o empréstimo pessoal, foram analisadas operações com prazo de 12 meses.
Embora a redução de 0,11 ponto percentual represente um pequeno alívio, o custo do financiamento permanece alto. Uma taxa mensal aparentemente próxima de 8% pode resultar em encargos expressivos quando considerada ao longo de um ano, especialmente para consumidores que já possuem outras dívidas comprometendo o orçamento.
Cheque especial continua com juros de 8% ao mês
Na modalidade de cheque especial, não houve alteração nas taxas das seis instituições pesquisadas. A média permaneceu em 8% ao mês, equivalente a 151,82% ao ano, considerando a capitalização dos juros.
O levantamento utilizou como referência o período de 30 dias para o cheque especial. O resultado mostra que essa modalidade continua entre as alternativas de crédito que exigem maior atenção, principalmente quando utilizada por períodos prolongados.
O Procon-SP também destaca que, mesmo diante da redução da taxa básica de juros, a Selic, para 13,75% ao ano, os encargos cobrados diretamente dos consumidores permanecem em patamares elevados.
Diferença entre bancos pode pesar no orçamento
A variação encontrada no empréstimo pessoal merece atenção. Enquanto a menor taxa identificada foi de 5,86% ao mês, a maior chegou a 10,72%, uma diferença de 4,86 pontos percentuais entre as condições pesquisadas.
Antes de assumir uma dívida, o Procon-SP recomenda avaliar a renda disponível, considerar as despesas fixas e verificar se as parcelas poderão ser pagas sem comprometer necessidades essenciais. Também é importante observar o Custo Efetivo Total (CET), que reúne juros e demais encargos da operação, em vez de comparar apenas o valor mensal das prestações.
A orientação é consultar diferentes instituições financeiras e negociar as condições, evitando contratar a primeira oferta disponível. O consumidor também deve considerar que as taxas apresentadas na pesquisa são referências e podem variar conforme as condições oferecidas em cada contratação.
O levantamento completo está disponível no relatório de outubro de 2026 do Procon-SP.
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