Saúde • 16:44h • 15 de outubro de 2026
Procura por cannabis medicinal avança e autorizações da Anvisa crescem 29,5% em 2026
Anvisa autorizou 21.762 importações em julho de 2026; levantamento aponta mais de 138 mil autorizações nos primeiros sete meses do ano
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
O Brasil registrou 21.762 autorizações para importação de produtos à base de cannabis medicinal em julho de 2026, crescimento de 19,4% em relação a junho e de 33,4% na comparação com julho de 2025. O resultado representa o segundo maior volume mensal da série histórica analisada pela Cannect, ficando atrás apenas de março deste ano, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu 23.199 autorizações.
O levantamento, elaborado pela Cannect a partir de informações obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), mostra que o país acumulou 138.134 autorizações entre janeiro e julho de 2026. O número supera em 29,5% as 106.626 registradas no mesmo período do ano anterior, com média de aproximadamente 19,7 mil autorizações mensais.
A evolução também aparece na comparação entre os meses. Março apresentou o maior crescimento percentual em relação a 2025, com alta de 60,1%, seguido por janeiro, com 35,2%, e julho, com 33,4%. Todos os sete primeiros meses de 2026 registraram volumes superiores aos respectivos períodos do ano passado.
Prescrição e autorização da Anvisa são necessárias
A importação de produtos derivados de cannabis para uso medicinal é permitida no Brasil mediante prescrição de profissional legalmente habilitado e autorização da Anvisa, conforme as regras aplicáveis. O procedimento possibilita o acesso individual a produtos que não necessariamente estão disponíveis para comercialização regular no mercado nacional.
A cannabis medicinal é utilizada em diferentes contextos clínicos, mas a qualidade das evidências científicas varia conforme a condição tratada e a formulação utilizada. A indicação deve considerar avaliação profissional, possíveis efeitos adversos e as alternativas terapêuticas disponíveis.
Segundo Allan Paiotti, CEO da Cannect, o crescimento das autorizações demonstra a ampliação da procura por tratamentos com produtos derivados da planta. Para o executivo, a tendência é de convivência entre a importação de formulações específicas e o desenvolvimento da produção nacional.
Novas regras podem ampliar a produção brasileira
O setor também acompanha mudanças regulatórias relacionadas à importação de matérias-primas, como extratos e canabidiol (CBD), destinadas à pesquisa, ao desenvolvimento e à fabricação de produtos no Brasil.
De acordo com a Cannect, esse movimento pode favorecer a estruturação de uma cadeia produtiva nacional, enquanto as importações continuam atendendo à demanda por diferentes formulações.
Apesar do avanço das autorizações, os números não correspondem necessariamente à quantidade de pacientes em tratamento nem comprovam a eficácia dos produtos para todas as condições clínicas. O levantamento mede as autorizações emitidas pela Anvisa no período analisado.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos