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Variedades • 17:08h • 09 de março de 2026

Procura por cursos de costura cresce 55% e atrai nova geração interessada em renda e empreendedorismo

Levantamento aponta jovens entre 19 e 35 anos como maioria nas matrículas em cursos da área

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Costura volta a ganhar espaço como profissão e fonte de renda
Costura volta a ganhar espaço como profissão e fonte de renda

A procura por cursos de costura no Brasil cresceu 55% no primeiro bimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, segundo levantamento da Sigbol, uma das escolas mais tradicionais de formação em moda e costura do país. O dado indica uma mudança de percepção sobre a atividade, que vem sendo redescoberta por pessoas interessadas em desenvolver habilidades manuais, gerar renda extra ou até iniciar uma nova carreira.

Historicamente associada ao ambiente doméstico ou à indústria têxtil, a costura passa a ganhar espaço dentro da chamada economia criativa. Cada vez mais, pessoas buscam formação técnica para transformar o conhecimento em oportunidade de trabalho ou empreendimento próprio.

Segundo Aluízio de Freitas, diretor da Sigbol, esse crescimento reflete uma mudança de mentalidade em relação às profissões manuais e ao próprio conceito de carreira. Ele afirma que, durante muitos anos, a costura foi vista apenas como uma prática doméstica ou ligada a gerações mais antigas, mas hoje diferentes perfis procuram cursos técnicos para profissionalizar essa habilidade.

Entre as formações mais procuradas, o curso de corte e costura básico lidera com 35% das matrículas. Em seguida aparece o curso de ajustes e reformas de roupas, com 19%, área impulsionada pela crescente demanda por customização e serviços rápidos de costura. Na sequência estão cursos de costura e acabamento, com 8%, malharia, com 7%, e desenho de moda e estilo, com 5%.


O levantamento também mostra diversidade no perfil de idade dos alunos. A maior concentração está entre jovens de 19 a 35 anos, que representam 31% das matrículas e buscam novas habilidades profissionais ou alternativas de renda. Logo depois aparecem pessoas entre 46 e 59 anos, com 23% do total, muitas delas interessadas em reinvenção profissional ou em desenvolver novos projetos pessoais.

Outras faixas etárias também aparecem de forma significativa. Cerca de 10% dos alunos têm entre 11 e 18 anos, enquanto 15% possuem mais de 60 anos, mostrando que a costura também se consolida como atividade criativa e de desenvolvimento pessoal.

Para Aluízio, o crescimento da procura também está relacionado a mudanças no comportamento do consumidor e na forma como as pessoas se relacionam com a moda. Segundo ele, a valorização do trabalho manual, da personalização de peças e de práticas mais sustentáveis contribui para que muitas pessoas redescubram a costura como habilidade relevante.

Outro fator apontado por especialistas é o déficit histórico de profissionais qualificados na cadeia têxtil brasileira. Mesmo sendo um dos maiores polos de produção de moda do mundo, o país ainda enfrenta escassez de mão de obra especializada em áreas como confecção e modelagem.

Nesse cenário, a formação técnica ganha importância tanto para quem deseja iniciar uma carreira no setor quanto para quem busca desenvolver habilidades práticas em um mercado que continua demandando profissionais qualificados.

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