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Educação • 09:36h • 13 de julho de 2025

Professores ainda confundem TDAH com indisciplina e prejudicam alunos

Para a neuropedagoga, falta de formação específica leva à confusão entre indisciplina e transtorno, dificultando o desenvolvimento acadêmico e emocional

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Divulgação

Professores enfrentam desafios para apoiar crianças com TDAH na escola
Professores enfrentam desafios para apoiar crianças com TDAH na escola

A identificação e o manejo do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ainda são grandes desafios no cotidiano escolar brasileiro. Em muitas salas de aula, comportamentos como distração, agitação ou dificuldade em seguir regras são rapidamente rotulados como “falta de disciplina” — um diagnóstico informal e incorreto que pode prejudicar o desenvolvimento acadêmico e emocional das crianças.

A observação é da neuropedagoga Mara Duarte, diretora da Rhema Neuroeducação, com mais de 15 anos de experiência em formação docente para o atendimento de alunos neurodivergentes. “O TDAH não é resultado de má conduta ou ausência de limites. Quando o professor não tem formação específica, interpreta sinais do transtorno como desobediência. Isso impacta o aprendizado e a autoestima do aluno”, alerta.

Segundo a especialista, os sintomas mais comuns em sala de aula incluem dificuldade de concentração, agitação motora, impulsividade, esquecimento de tarefas e interrupções constantes. “Muitas crianças não conseguem copiar o que está no quadro porque perdem o foco com facilidade. Outras falam fora de hora não por malcriação, mas por não conseguir controlar os impulsos”, explica.

Impactos além do rendimento escolar

A falta de intervenções adequadas vai além das notas baixas. Crianças com TDAH podem desenvolver dificuldades de socialização, ansiedade e desmotivação crônica. “Esses alunos têm potencial, mas precisam de condições adequadas para demonstrá-lo. A escola tem papel fundamental na construção de um ambiente de acolhimento e estímulo”, destaca Mara.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o TDAH afete cerca de 5% das crianças em idade escolar no mundo. No Brasil, os dados são menos precisos devido à subnotificação e à carência de diagnósticos formais. Ainda assim, a demanda crescente por formação em neuroeducação mostra que o tema está ganhando mais atenção entre profissionais da área.

A importância da formação docente

Para Mara Duarte, investir na formação continuada é essencial para enfrentar o problema. “O professor precisa diferenciar o que é indisciplina de manifestação do TDAH. Sem esse conhecimento, a escola acaba punindo ao invés de apoiar”, alerta.

Entre as estratégias pedagógicas que podem ajudar estão instruções claras e curtas, reforço positivo, adaptação de prazos, uso de recursos visuais para organizar a rotina e escolha cuidadosa do local onde o aluno se senta. “Com medidas simples, conseguimos transformar o ambiente de aprendizagem e favorecer o desenvolvimento integral dessas crianças”, afirma.

Olhar inclusivo e empático

A neuropedagoga reforça que o TDAH não desaparece com o tempo, mas pode ser gerenciado com intervenções adequadas, principalmente quando identificadas nos primeiros anos escolares. “A inclusão começa no olhar do professor. Quando há formação e empatia, conseguimos romper o ciclo de exclusão e criar oportunidades reais de aprendizado”, finaliza.

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