• Seu próximo cliente pode ser uma IA: empresas enfrentam novo desafio nas vendas digitais
  • Brasileiros querem adotar mais animais, porém custos e histórico médico ainda pesam na decisão
  • Estudantes de Assis participam de congresso em Goiânia com apresentação de robô humanoide
  • Estudantes criam armadilha contra mosquitos da dengue por R$ 20 e conquistam prêmio nacional
Novidades e destaques Novidades e destaques

Educação • 13:10h • 01 de setembro de 2026

Professores australianos relatam avanço do sexismo nas escolas e influência de conteúdos misóginos

Pesquisa da Universidade Monash ouviu mais de 2.600 docentes e aponta que 78% já presenciaram ou sofreram violência de gênero no ambiente escolar

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Monash | Foto: Divulgação

95% dos professores acreditam que alunos acessam conteúdos da “manosfera”; professores já pensam em abandonar a carreira
95% dos professores acreditam que alunos acessam conteúdos da “manosfera”; professores já pensam em abandonar a carreira

Uma pesquisa nacional realizada pela Universidade Monash, na Austrália, revela a dimensão do sexismo, da misoginia e do assédio sexual enfrentados por professores dentro das escolas. Entre mais de 2.600 docentes integrantes do Australian Education Union (AEU) que participaram do levantamento, 78% afirmaram já ter presenciado ou sofrido violência de gênero no ambiente escolar e um em cada três relatou que isso acontece com frequência.

O estudo, apresentado como o maior levantamento australiano com professores sobre o tema, identificou situações envolvendo estudantes, colegas de trabalho e até pais e responsáveis. Metade dos entrevistados percebeu aumento da violência de gênero entre alunos, padrão observado tanto no ensino primário quanto no secundário.

Outro resultado chama atenção para o ambiente digital: 95% dos professores acreditam que pelo menos parte de seus alunos consome conteúdos da chamada “manosfera”, termo utilizado para comunidades e influenciadores on-line que podem disseminar ideias antifeministas e misóginas. Para 25% dos docentes, pelo menos metade dos estudantes acessa esse tipo de conteúdo.

Influência das redes já aparece no comportamento dos alunos

Sete em cada dez professores disseram ter percebido, nos últimos 12 meses, a influência de ideias associadas à manosfera nas atitudes e no comportamento dos estudantes.

Uma participante da pesquisa descreveu uma mudança na maneira como alguns meninos tratam professoras e colegas. Segundo ela, conteúdos de influenciadores e mensagens das redes sociais estariam normalizando comportamentos misóginos e o desrespeito às mulheres.

Os pesquisadores relacionam o cenário atual a relatos que vêm sendo reunidos nos últimos anos sobre o crescimento de comportamentos sexistas e misóginos nas escolas australianas. Para Stephanie Wescott, pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Monash e principal autora do estudo, é necessário considerar também que as escolas são locais de trabalho e estão submetidas às normas de saúde, segurança e combate à discriminação aplicáveis a outros ambientes profissionais.

Violência de gênero faz professores pensarem em abandonar a carreira

O impacto chega à permanência dos profissionais na educação. Um em cada três professores afirmou que a violência de gênero faz com que considere ocasionalmente deixar a profissão, enquanto 16% pensam nisso com frequência por esse motivo.

As mulheres mostraram probabilidade significativamente maior que os homens de considerar abandonar a carreira diante dessas situações. Professores em início de carreira também relataram com maior frequência ter presenciado ou sofrido violência de gênero nas escolas.

Há, porém, um dado que aponta para a importância da resposta institucional: docentes de escolas com políticas claras para enfrentar sexismo e preconceito de gênero apresentaram menor probabilidade de considerar deixar a profissão.

Pesquisa cobra resposta também fora das escolas

O relatório recomenda que os governos australianos fortaleçam políticas de segurança no trabalho, respostas aos riscos psicossociais e mecanismos de proteção contra assédio sexual e violência baseada em gênero. Também defende investimentos na implementação de educação para relacionamentos respeitosos em toda a estrutura escolar.

Outra recomendação ultrapassa os portões das escolas e chega às plataformas digitais. Os pesquisadores defendem uma atuação regulatória diante dos danos associados às redes sociais, em colaboração com o órgão australiano responsável pela segurança on-line.

Para Steven Roberts, professor da Universidade Monash e coautor do estudo, os dados nacionais confirmam a dimensão de um fenômeno que os pesquisadores já vinham acompanhando por meio dos relatos de educadores. O desafio, segundo o estudo, passa agora por tornar as escolas ambientes seguros não apenas para os estudantes, mas também para os profissionais que trabalham nelas.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 18:33h • 17 de outubro de 2026

Seu próximo cliente pode ser uma IA: empresas enfrentam novo desafio nas vendas digitais

Agentes de IA começam a transformar as compras online e a contratação de serviços, exigindo informações atualizadas, atendimento ágil e maior organização dos negócios

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 17:18h • 17 de outubro de 2026

FEMA promove congresso de saúde com três dias de palestras e workshops em Assis

Congresso da FEMA acontece de 21 a 23 de outubro, com palestras, workshops e debates sobre ética, formação profissional e atendimento integrado na saúde

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 16:23h • 17 de outubro de 2026

Brasileiros querem adotar mais animais, porém custos e histórico médico ainda pesam na decisão

Pesquisa com 26 mil pessoas em 14 mercados mostra que 19% dos brasileiros estão prontos para adotar um pet, enquanto dúvidas sobre histórico médico, custos e adaptação ainda dificultam a decisão

Descrição da imagem

Educação • 15:34h • 17 de outubro de 2026

MEC libera 10 cursos gratuitos para professores com certificado; veja como se inscrever

Formações disponíveis na plataforma Avamec abordam inteligência artificial, redes sociais, educação antirracista e competências digitais para o ensino fundamental e médio

Descrição da imagem

Esporte • 14:25h • 17 de outubro de 2026

Campeã mundial que se aposentou em 2020 volta a competir nos Jogos Abertos do Interior

Tawany Gianelo, de 31 anos, representa Praia Grande na competição em Votuporanga e mantém uma tradição iniciada em 2011, quando conquistou seu primeiro ouro nos Jogos Abertos

Descrição da imagem

Cidades • 13:10h • 17 de outubro de 2026

Operação contra furto de energia encontra irregularidades em cinco imóveis de Ourinhos

Fiscalização da CPFL Santa Cruz com as polícias Civil e Científica identificou adulterações em medidores de residências e comércios; houve detenções durante a ação

Descrição da imagem

Educação • 12:04h • 17 de outubro de 2026

Professores também entram na disputa: OBMEP realiza duas competições nacionais neste sábado

Segunda fase da competição nacional de matemática começa às 14h30 e terá seis questões discursivas; resultados serão divulgados em dezembro

Descrição da imagem

Educação • 11:36h • 17 de outubro de 2026

Estudantes de Assis participam de congresso em Goiânia com apresentação de robô humanoide

Estudantes de Administração de Assis participaram do 31º CONAD, em Goiânia, com debates sobre gestão, tecnologia e transformações no mercado de trabalho

As mais lidas do mês

Política

Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar

Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos