Ciência e Tecnologia • 20:38h • 19 de janeiro de 2026
Profissionais avançam no uso de agentes de IA e elevam maturidade digital nas empresas
Pesquisa aponta avanço na maturidade digital das empresas, com adoção mais técnica, estratégica e integrada da inteligência artificial
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Adapta | Foto: Divulgação
O uso da inteligência artificial nas empresas brasileiras entrou em uma nova fase de maturidade. Mais do que utilizar ferramentas prontas, profissionais já começam a configurar agentes de IA para otimizar tarefas, automatizar processos e apoiar decisões no dia a dia. É o que revela um estudo recente da Adapta, segundo o qual seis em cada dez entrevistados afirmam configurar agentes de IA para atividades específicas no trabalho.
De acordo com o levantamento, 28,4% dos profissionais já combinam diferentes tecnologias ou desenvolvem seus próprios agentes dentro das organizações, indicando um uso mais avançado e autônomo da inteligência artificial. O dado sugere que a IA deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio pontual e passou a integrar rotinas operacionais e estratégicas nas empresas.
Essa tendência acompanha um movimento observado também entre lideranças. Um levantamento do Google Cloud aponta que 62% dos CEOs e diretores brasileiros já utilizam agentes de IA em suas operações, reforçando que a tecnologia passou a ocupar um papel central nas estratégias corporativas.
Uso prático supera a adoção superficial
O estudo da Adapta mapeou como os profissionais avaliam o próprio domínio de IA em 2025. Embora 16,6% ainda relatem baixo uso da tecnologia, a maioria afirma empregar a IA de forma prática no cotidiano. Cerca de 49% utilizam ferramentas prontas disponibilizadas pelas empresas, enquanto 34,4% já aplicam a IA de maneira estratégica, criando soluções próprias ou novos fluxos de trabalho.
Quando o recorte se volta especificamente para agentes de IA, o nível de maturidade se mostra ainda mais expressivo. Apenas 7,4% disseram não utilizar agentes no trabalho. Outros 34,6% configuram agentes para tarefas específicas de suas áreas, enquanto 28,4% já combinam ou desenvolvem agentes internamente, consolidando um perfil profissional mais técnico e independente.
A percepção sobre a liderança acompanha esse avanço. Para 71,6% dos entrevistados, seus gestores diretos possuem conhecimento intermediário ou avançado em IA, integrando diferentes tecnologias às rotinas e apoiando decisões com modelos generativos.
Treinamentos avançam, mas ainda enfrentam limitações
O crescimento no uso de IA está diretamente ligado aos investimentos em capacitação. Em 2025, 37,2% dos profissionais relataram ter recebido treinamentos frequentes em inteligência artificial. Outros 34,2% tiveram acesso a cursos introdutórios, enquanto 33,6% contaram com materiais de apoio, como trilhas, tutoriais e conteúdos internos.
Apesar dos avanços, a qualidade das capacitações ainda é alvo de críticas. O principal problema apontado foi o excesso de teoria e a baixa aplicabilidade prática dos treinamentos, citado por 27,6% dos entrevistados. Outros 23,4% avaliaram os conteúdos como superficiais ou desatualizados, sem acompanhar a velocidade de evolução da IA.
Esse cenário ajuda a explicar a principal demanda dos profissionais para 2026. Segundo a pesquisa, 53,8% desejam treinamentos práticos, voltados ao uso real de ferramentas e agentes no contexto de suas funções. Para Eduardo Coelho, o dado indica que as empresas precisarão priorizar experiências aplicadas e menos genéricas para acelerar a autonomia das equipes.

Quais competências em IA ganham destaque em 2026
Quando questionados sobre quais habilidades pretendem desenvolver ou aprimorar, os profissionais demonstraram clareza. Entre as competências mais citadas estão a análise de dados com IA, apontada por 44,6%, e a engenharia de prompt, mencionada por 43%, vista como essencial para extrair resultados mais precisos das ferramentas.
Também aparece com força a visão estratégica aplicada à IA, citada por 41,6% dos entrevistados. A habilidade é associada à capacidade de integrar tecnologias aos objetivos do negócio, orientar equipes e tomar decisões mais embasadas. O levantamento indica que, em 2026, dominar IA não será apenas saber operar ferramentas, mas compreender como elas se conectam aos resultados organizacionais.
Os dados reforçam que as empresas brasileiras vivem uma transição clara. A inteligência artificial deixa de ser novidade e passa a ser infraestrutura de trabalho, exigindo profissionais mais preparados, líderes mais conscientes e estratégias de capacitação alinhadas à prática. Nesse cenário, configurar agentes de IA deixa de ser diferencial e começa a se tornar parte do novo padrão profissional.

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