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Responsabilidade Social • 14:49h • 09 de outubro de 2024

Projeto utiliza drones para reflorestamento de áreas devastadas em São Sebastião

Sementes de árvores são inseridas em biocápsulas sustentáveis e espalhadas por via aérea nos pontos em recuperação

Da Redação/Agência SP | Foto: Governo de SP

Drones já dispersaram 750 quilos de sementes, o equivalente a 77 milhões de grãos; processo de dispersão ocorre mensalmente.
Drones já dispersaram 750 quilos de sementes, o equivalente a 77 milhões de grãos; processo de dispersão ocorre mensalmente.

O processo de recuperação de São Sebastião, cidade do litoral norte paulista fortemente afetada pelas chuvas no ano passado, conta com a atuação de drones para auxiliar no processo de restauração socioambiental de 851 áreas afetadas e mais de 200 hectares de Mata Atlântica que sofreram danos, visando prevenir futuros eventos adversos e proteger a comunidade.

Para a recuperação ecológica dessas áreas, o método escolhido foi a dispersão aérea, utilizando os drones para lançar sementes de árvores nativas em biocápsulas, o que otimiza a germinação e permite alcançar locais de difícil acesso e alta declividade.

A iniciativa é parte do projeto “Restaura Litoral Norte”, promovido pela ONG Instituto Conservação Costeira (ICC), com o apoio da concessionária Tamoios, supervisada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP).

Em fevereiro de 2023, fortes chuvas impactaram significativamente São Sebastião. Com um total de 683 milímetros em apenas 24 horas, foram mais de 800 pontos de deslizamento. A Vila do Sahy foi a área mais afetada pela tempestade.

Dispersão de sementes

Até o momento, foram dispersados 750 quilos de sementes, o equivalente a 77 milhões de grãos. O processo de dispersão ocorre mensalmente, desde janeiro deste ano. Foram priorizadas espécies pioneiras, que naturalmente são encontradas na região, como guapuruvu, embaúba, crindiúva, quaresmeira, aroreira pimenteira, entre outras. O uso de espécies nativas da Mata Atlântica mantém a integridade da vegetação e acelera seu restauro.

“Esse projeto envolve empresas públicas e privadas, mostrando que a sinergia entre atores engajados é capaz de trazer impactos positivos à sociedade. Além disso, a recuperação de áreas degradadas por meio de formação de florestas é uma oportunidade e uma ferramenta para aumentar a segurança frente à crise climática”, afirma Danilo Leme Souza, especialista de Meio Ambiente da Tamoios.

Economia criativa e tecnologia inovadora

A região está imersa no maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil e do mundo. O objetivo é restaurar 204 hectares de mata degradada com milhões de sementes de espécies de árvores nativas em áreas de Unidade de Conservação e zonas de amortecimento, com a divisão em sete setores de operação na Costa Sul de São Sebastião (Jureia, Juquehy, Barra do Sahy, Baleia, Toque-toque, Ilhas e Boiçucanga). O processo de semeadura deve ser concluído em novembro.

A tecnologia é inovadora, 100% brasileira e promove o reaproveitamento de recursos. Seu desenvolvimento provém da empresa Ambipar Group. As biocápsulas sustentáveis, que seriam descartadas pela indústria farmacêutica, são feitas de material biodegradável e o nitrogênio presente na cápsula auxilia na germinação das sementes. O adubo orgânico utilizado tem alta concentração de matéria orgânica funcional, derivado de resíduos de Estações de Tratamento de Efluentes (ETE) do processo produtivo da indústria de celulose e sobras de biomassa.

Resultados e prevenção de riscos em São Sebastião

Desde a tragédia em 2023, a dispersão de sementes tem demonstrado efetividade na recuperação da cobertura vegetal nas cicatrizes. Já foram reflorestados 144,95 hectares e 70% do projeto de semeadura está concluído. Em paralelo, estão sendo realizadas ações de Educação Ambiental nas escolas da Costa Sul de São Sebastião, em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemanden). O objetivo é orientar a população sobre como se prevenir dos riscos existentes na área.

“Por meio de palestras, oficinas e ações educativas, esses jovens são capacitados em protocolos para a prevenção de riscos climáticos, como o monitoramento de chuvas e a criação de mapas sobre as áreas de risco. Por consequência, essas atitudes podem ajudar a reduzir sua vulnerabilidade frente às mudanças climáticas e desastres”, explica Fernanda Carbonelli, diretora executiva do ICC.

Além das instituições escolares, o projeto multiplica o conhecimento para os bairros afetados pela tragédia por meio de palestras e oficinas. “Há impactos positivos para o meio ambiente, por meio da recuperação das cicatrizes, e pelas diversas atividades que são desdobradas para as comunidades. Nós acreditamos que a união de forças transforma a sociedade”, conclui Souza.

O projeto “Restaura Litoral Norte” é realizado com o patrocínio da concessionária Tamoios, Gerando Falcões e uma rede de patrocinadores privados, além do apoio do Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), Fundação Florestal e Prefeitura de São Sebastião.

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