Saúde • 09:01h • 23 de setembro de 2026
Quando fazer a primeira mamografia e quais sinais não devem esperar pelo rastreamento
Histórico familiar, alterações nas mamas e características individuais entram na avaliação que define quando a investigação deve começar
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Picdoc Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Quando fazer a primeira mamografia? A dúvida costuma surgir principalmente a partir dos 40 anos, mas a resposta não depende exclusivamente da idade. Histórico familiar de câncer, características individuais e alterações como nódulos, secreções ou mudanças no mamilo podem modificar a necessidade de investigação e levar à indicação do exame em momentos diferentes para cada mulher.
No SUS, o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento mamográfico a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Entre 40 e 49 anos e após os 74, quando não existem sinais ou sintomas suspeitos, a realização pode ser considerada após orientação profissional sobre os possíveis benefícios e riscos.
Essa diferença é importante porque rastreamento e investigação de um sintoma não são a mesma situação. Uma mulher fora da faixa etária recomendada para exames periódicos pode precisar de avaliação se perceber alguma alteração nas mamas ou apresentar fatores que indiquem acompanhamento individualizado.
Segundo o médico Marcelo Godoi Cavalheiro, a decisão deve considerar o contexto de cada paciente. “Cada paciente tem uma história e necessidades diferentes. Por isso, diante de dúvidas sobre a saúde das mamas, sintomas ou histórico familiar, o primeiro passo é buscar uma avaliação médica”, explica.
Nódulo e mudanças no mamilo merecem avaliação
Entre os sinais que precisam ser investigados estão nódulos persistentes na mama ou na axila, alterações na pele, mudanças recentes no mamilo, secreção espontânea e modificações no formato ou no contorno da mama. A presença dessas alterações não significa necessariamente câncer, mas exige avaliação para identificar sua origem.
O histórico familiar também pode mudar a estratégia de acompanhamento. Casos de câncer de mama ou de ovário em parentes próximos, especialmente quando o diagnóstico ocorreu em idades mais jovens, estão entre as informações que devem ser consideradas. Alterações genéticas, incluindo mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, também podem exigir avaliação individualizada.
A mamografia tem papel importante justamente por conseguir identificar alterações suspeitas antes mesmo do aparecimento de sintomas. Segundo o INCA, há benefícios comprovados no rastreamento bienal entre 50 e 74 anos, incluindo redução da mortalidade por câncer de mama.
O que esperar da primeira mamografia
Para quem nunca realizou o exame, uma das principais dúvidas envolve o procedimento. Durante a mamografia, as mamas são comprimidas para a obtenção das imagens, o que pode provocar desconforto ou sensação de pressão.
Antes do procedimento, a mulher deve seguir as orientações fornecidas pelo serviço, informar uma possível gravidez e comunicar sintomas ou alterações percebidas nas mamas. Caso possua exames anteriores, eles também podem ser levados para permitir comparação.
Mamografia e ultrassonografia, por sua vez, não exercem exatamente a mesma função. Dependendo da idade, das características das mamas, dos sintomas apresentados e do que está sendo investigado, o ultrassom pode ser utilizado como exame complementar.
Por isso, não existe uma única idade capaz de responder a todas as situações. Para mulheres sem sintomas, há faixas definidas para o rastreamento. Quando surgem alterações nas mamas ou existem fatores de risco relevantes, a necessidade e o momento dos exames devem ser definidos a partir de avaliação profissional.
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