Saúde • 12:37h • 15 de julho de 2026
Quanto de proteína você precisa por dia? Uma conta simples ajuda a entender
Recomendação média para adultos saudáveis considera o peso corporal, mas idade, atividade física e condições de saúde podem alterar a necessidade individual
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Nova PR | Foto: Arquivo/Âncora1
A proteína deixou de ser uma preocupação exclusiva de atletas e ganhou espaço na alimentação cotidiana, com cafés, bebidas, cereais e snacks enriquecidos com o nutriente. Em meio à expansão dos alimentos proteinados, uma dúvida também cresce entre os consumidores: afinal, quanto de proteína o corpo precisa por dia?
Segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentada no material, adultos saudáveis devem consumir, em média, cerca de 0,8 g de proteína por quilo de peso corporal diariamente. A necessidade, porém, pode variar conforme idade, rotina, prática de atividade física e condições de saúde.
A proteína participa da manutenção e construção muscular, da produção de hormônios e enzimas e dos processos de recuperação do organismo. Também contribui para a saciedade, o que ajuda a explicar por que ganhou tanta visibilidade entre consumidores interessados em saúde e bem-estar.
60 kg ou 80 kg? Veja como fazer a conta
Para uma estimativa média, basta multiplicar o peso corporal por 0,8. Uma pessoa de 60 kg chegaria a aproximadamente 48 g de proteína por dia. Para alguém com 80 kg, a referência seria de cerca de 64 g diários.
A conta funciona como uma referência geral para adultos saudáveis e não substitui uma avaliação individual. Pessoas com rotinas intensas de exercícios, diferentes faixas etárias ou determinadas condições de saúde podem apresentar outras necessidades.
Segundo Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil, diferentes gerações também passaram a enxergar a proteína de formas distintas. Enquanto consumidores mais jovens associam o nutriente à energia e ao desempenho, adultos buscam equilíbrio e pessoas mais maduras relacionam o consumo à vitalidade e à autonomia.
“Mas tão importante quanto consumir proteína é entender qualidade, quantidade e contexto alimentar”, destaca a especialista.
Quanto de proteína existe nos alimentos?
Dois ovos oferecem cerca de 12 g de proteína. Um filé médio de frango de 100 g possui aproximadamente 30 g, enquanto um copo de leite reúne cerca de 6 g.
Uma concha de feijão tem aproximadamente 5 g de proteína e 30 g de amendoim, cerca de 7 g. Já um pote de iogurte pode variar entre 5 g e 10 g, dependendo da composição do produto.
Os exemplos mostram que a ingestão diária pode ser distribuída entre diferentes refeições e fontes alimentares, sem depender exclusivamente de produtos desenvolvidos com maior concentração de proteína.
Proteinados já fazem parte da rotina de 71% dos entrevistados
Pesquisa realizada pela área de Consumer Insights da Nestlé, entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, ouviu 500 pessoas de 18 a 54 anos e apontou que 71% dos participantes já consomem produtos com proteína.
O comportamento também movimenta a indústria de alimentos. A Nestlé informou que possuía uma categoria dedicada à proteína em 2024, ampliou a presença para cafés, cereais e bebidas no ano seguinte e pretende dobrar o número de categorias de alimentos proteinados em seu portfólio em 2026.
Com cada vez mais produtos destacando a proteína nas embalagens, entender a necessidade diária ajuda o consumidor a olhar além do apelo comercial. A quantidade ideal não é igual para todas as pessoas e deve considerar o conjunto da alimentação, a rotina e as necessidades individuais.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos