Economia • 18:45h • 29 de junho de 2026
Quase 80% dos consumidores desconhecem que medicamentos têm preço máximo definido por lei
Pesquisa do Procon-SP revela que custo dos remédios pesa no orçamento das famílias e que metade dos consumidores troca medicamentos prescritos por opções mais baratas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria de Imprensa do Procon | Foto: Âncora1
Uma pesquisa do Procon-SP acendeu um alerta sobre o desconhecimento dos consumidores em relação aos preços dos medicamentos. O levantamento mostra que 79,1% das pessoas que compram remédios não sabem que a maioria dos medicamentos possui um teto máximo de preço, estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio do Preço Máximo ao Consumidor (PMC).
Realizada entre 4 e 29 de maio de 2026 com 1.819 consumidores, a pesquisa também revela que o preço continua sendo um dos principais obstáculos para o acesso aos medicamentos. Entre os entrevistados que compram remédios, 88,1% afirmaram já ter deixado de adquirir um medicamento por causa do valor, enquanto 94,9% disseram pesquisar preços antes da compra.
Consumidores buscam alternativas para economizar
O levantamento mostra que o custo elevado dos medicamentos tem levado muitos consumidores a buscar alternativas mais acessíveis. Quando recebem uma receita médica, 50,2% afirmam substituir o medicamento prescrito por um genérico ou outra opção mais barata, enquanto apenas 31,7% compram exatamente o produto indicado pelo profissional de saúde.
Outro dado importante é que, entre aqueles que conhecem a existência do Preço Máximo ao Consumidor, quase 30% não sabem onde consultar essa informação, o que dificulta a comparação de preços e o exercício dos direitos do consumidor.
A pesquisa também aponta mudanças nos hábitos de compra. A preferência exclusiva por grandes redes físicas de farmácias caiu em relação ao ano anterior, enquanto aumentou o número de consumidores que combinam compras em lojas físicas e plataformas online.
CPF para desconto ainda gera dúvidas
Outro ponto abordado pelo estudo é o uso dos dados pessoais nas farmácias. Segundo o levantamento, 71,2% dos consumidores informam o CPF sempre para obter descontos, mas 54,3% dizem não saber como essas informações são armazenadas, utilizadas ou compartilhadas.
Além disso, 35,2% afirmaram ter dúvidas sobre o tratamento desses dados, levantando preocupações relacionadas à privacidade e à aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O Procon-SP orienta que os consumidores têm o direito de solicitar esclarecimentos sempre que o CPF ou outras informações pessoais forem exigidos para concessão de descontos.
Informação pode gerar economia
O órgão destaca que conhecer o funcionamento do Preço Máximo ao Consumidor é uma ferramenta importante para economizar e evitar cobranças acima do permitido. A pesquisa de preços, a comparação entre medicamentos de referência, similares e genéricos, além da consulta às informações oficiais da Anvisa, podem contribuir para decisões de compra mais conscientes.
O Procon-SP também reforça que a transparência na relação entre farmácias e consumidores é essencial para garantir um consumo seguro, consciente e alinhado aos direitos previstos na legislação.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos