Saúde • 18:29h • 10 de março de 2026
Quatro práticas proibidas no marketing de estética e saúde que profissionais devem evitar
Especialista explica o que pode e o que não pode na divulgação de tratamentos estéticos e médicos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Emes Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
Com o crescimento do setor de estética e saúde e o avanço de novas tecnologias, terapias e equipamentos, o marketing passou a ocupar papel importante na comunicação entre profissionais e pacientes. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que a divulgação de serviços nessa área precisa respeitar limites éticos e regulatórios para evitar expectativas irreais e riscos à segurança do paciente.
Segundo Christine Vieira Garrido, enfermeira especialista em saúde e marketing estratégico, a comunicação em saúde deve funcionar como um instrumento de tradução responsável da ciência para o público. Para ela, o marketing não pode ser utilizado como ferramenta de convencimento, mas sim como meio de informar corretamente sobre tratamentos, indicações e limitações.
De acordo com a especialista, o problema surge quando estratégias comerciais se sobrepõem ao rigor científico. Nesse cenário, são comuns promessas exageradas, linguagem absoluta e comparações que podem criar expectativas incompatíveis com os resultados reais dos tratamentos.
O ambiente digital ampliou ainda mais esse desafio. Redes sociais, conteúdos patrocinados e influenciadores aumentaram o alcance das mensagens relacionadas à estética e saúde, muitas vezes sem o contexto técnico necessário. Segundo Christine, o risco não está na divulgação de novas tecnologias ou tratamentos, mas na simplificação excessiva de temas que envolvem ciência e cuidados médicos.
Ela explica que existem regras claras que orientam a publicidade em saúde, estabelecendo limites para proteger pacientes e preservar a credibilidade da área. Entre as principais proibições estão quatro práticas recorrentes.
As quatro principais proibições na publicidade em estética e saúde
Promessa de resultados
Não é permitido garantir ou insinuar resultados certos em tratamentos médicos ou estéticos. Cada organismo responde de forma diferente aos procedimentos, e promessas desse tipo podem induzir o paciente a decisões baseadas em expectativas irreais.
Propaganda dentro de consultórios
Profissionais da saúde não podem realizar propaganda ou divulgar materiais publicitários em consultórios ou em estabelecimentos onde atuam como investidores. A divulgação comercial deve respeitar as normas éticas das profissões da área da saúde.
Divulgação de preços e condições de pagamento
Também não é autorizada a divulgação de valores, descontos ou condições de pagamento relacionados a consultas e tratamentos médicos ou estéticos, prática considerada incompatível com os princípios éticos da área.
Propaganda de equipamentos com vantagem exclusiva
É proibido anunciar equipamentos ou tecnologias de forma que atribuam vantagem exclusiva ou superioridade a determinado profissional. A comunicação deve focar em informações técnicas e não em comparações promocionais.
Segundo Christine Garrido, respeitar essas regras é essencial para que a comunicação na área da saúde permaneça responsável e alinhada com as evidências científicas. Ela destaca que o marketing ético deve apresentar informações claras sobre benefícios, riscos e indicações clínicas, permitindo que o paciente tome decisões mais conscientes.
Para a especialista, a ética não limita o avanço da inovação na saúde. Pelo contrário, ela ajuda a fortalecer a confiança entre profissionais e pacientes e contribui para preservar a credibilidade do setor a longo prazo.
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